Você sabe quais são as regras para grávidas viajarem de avião?

Há algumas semanas viajei de avião, no esquema vapt-vupt habitual da Ponte Aérea e, ao solicitar assento preferencial no checkin da companhia aérea, vivi uma situação inusitada: mesmo com pouca barriga me pediram o atestado médico.

Confesso que achei um exagero, afinal, eu estava de umas 20 semanas de gestação (exatamente a metade do tempo total de uma gravidez) e eu sabia que a exigência de atestado para grávidas viajarem era depois das 32 semanas… Enfim, na volta resolvi pesquisar porque viagens assim fazem parte do meu cotidiano profissional e pensei que devem fazer parte da vida de muitas futuras mães que lêem o blog também.

A primeira coisa a enfatizar é: Se você está grávida e pretende viajar de avião, fique tranquila. Desde que você e o bebê estejam bem não há risco de voar. Na minha primeira gestação voltei do Japão (um dos vôos mais longos) para o Brasilno quinto para o sexto mês de gravidez e ainda parei para passear em Los Angeles, tudo super bem. Minha irmã também viajou pra Paris grávida e correu tudo bem.

No entanto, vale lembrar: gestantes em condições médicas que podem ser agravadas por viagens aéreas, ou, ainda, que requerem cuidados especiais não devem voar em qualquer fase da gravidez. Fale sempre com seu médico antes de tudo.

Você sabe quais são as regras para grávidas viajarem de avião?

Para as demais, vale tomar alguns cuidados e para deixar um guia mínimo publico aqui orientações fundamentais para quem está esperando um bebê e pretende viajar de avião com dados do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, publicado na revista Obstetrics & Gynecology e replicado pela Crescer:

– Avise seu médico se for viajar. Primeiro, porque ele pode se preparar para ajudar em caso de emergência. Segundo, para que ele tenha tempo de solicitar (se for o caso) que um especialista peça exames antes, como um ultrassom, para verificar se está tudo bem com você e o bebê.

– Leve, junto com o documento de identidade, a carteirinha do pré-natal. Lá estão os dados sobre o bebê e a idade gestacional. No dia em que me pediram o atestado eu não tinha levado a carteirinha e ela teria feito diferença.

– Se você tem enjoado na gestação, é bom ter a mão um antiemético receitado pelo seu obstetra. Esta eu vivi numa viagem de trabalho com 13 semanas de gestação, levei o remédio de enjôo mas achei que não ia precisar, depois me arrependi por não ter tomado antes. Agüentei o enjôo sem fazer feio, mas passei a viagem sem ter coragem de comer nada. Ainda bem que eram só 80 minutos!

– Se possível, reserve a poltrona do corredor, para você ter mais facilidade de se locomover até o banheiro, quando necessário. Parece bobagem, mas não é. A bexiga da gente fica muito diferente na gravidez e é complicado sair do seu lugar com aquele barrigão.

– Viaje com roupas confortáveis, não vale a pena se alertar ou passar calor e sofrer, né? Malhas são boas amigas nesta situação e um casaco leve, que proteja do ar condicionado muito gelado e seja fácil de guardar quando esquentar faz milagres.

– Mexa-se! Caminhe pelo corredor da aeronave de vez em quando para ativar a circulação e reduzir inchaço. Meias elásticas também ajudam. Na viagem de volta do Japão eu fiz muito isso. E também contei com o lugar privilegiado, uma poltrona sobre a asa, onde tem menos

– Beba bastante água, evitando bebidas gaseificadas antes de viajar. Com o aumento da altitude, o gás se expande no estômago e pode trazer desconfortos.

– Procure não ficar muito tempo sem comer. E opte por alimentos leves e saudáveis. Meu médico japonês me indicava levar crackers (biscoito tipo água e sal) na bolsa e me salvou de muita coisa, da espera pela comida aos alimentos muito temperados.

– Se tiver assentos livres próximos a você, eleve um pouco as pernas. Eu sempre levo uma rasteirinha (tipo chinelo mesmo) na bolsa e troco de calçado no vôo de volta para casa. Alivia muito!

– Fique com o cinto de segurança continuamente afivelado, para evitar que você se machuque no caso de turbulências. E lembre-se de deixar o cinto confortável, um pouco abaixo da barriga.

– A partir do sétimo mês, as empresas aéreas entendem que a mulher pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento. Por isso, é preciso autorização médica para viajar;

– A partir da 36ª semana, evite voos longos. O desconforto pode ser grande demais.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.