Mídias sociais no caderno Carreira da Folha

Atendendo aos pedidos de amigos queridos que comentam comigo a matéria do caderno Carreira da Folha de S. Paulo de ontem (22/08/2010), parabenizando-me pelo espaço no qual pude continuar o trabalho de desmistificação da nova área da comunicação na qual estou inserida desde 2006, republico abaixo o texto (de Adriana Abreu e Caroline Pelegrino) para quem não é assinante do jornal ou do UOL – mas se você é assinante, pode ler neste link.

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De olho nas mídias sociais
Empresas buscam profissional para monitorar sites e interagir com cliente

ADRIANA ABREU
CAROLINE PELEGRINO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ficar de olho em Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e blogs deixou de ser um passatempo e virou profissão.
Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais para divulgar serviços e se aproximar de clientes. Para os iniciantes, os salários variam de R$ 1.000 a R$ 3.000, mas os experientes ganham até R$ 10 mil.
“A penetração das redes sociais nas empresas aumenta ano a ano”, aponta Leandro Kenski, CEO (executivo-chefe) da agência de mídia social Media Factory.
Segundo pesquisa da Deloitte feita com 302 empresas brasileiras em fevereiro deste ano, 70% delas fazem monitoramento on-line e 55% recorreram a um profissional para cuidar do setor.
Rafael Matos, 27, analista de redes sociais da imobiliária Lopes, monitora perfis em redes sociais e diz que precisa de jogo de cintura para atender a todas as demandas. Ele conta que lidar com reclamações contra a empresa também é sua tarefa.


Ser criativo e dinâmico é boa largada

Candidatos também devem escrever bem e ter conhecimento de marketing

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para ser um analista de mídias sociais, é preciso ter habilidade na escrita, conhecimento de marketing e familiaridade com redes.
Esses profissionais, também conhecidos como SMO (Social Media Optimization, ou otimização de mídia social), devem ter perfil inovador, diz Deni Beloti, consultor da Fellipelli. “Dinamismo, criatividade e imediatismo fazem parte do perfil.”
Para Cely Carmo, gerente de estratégia da Burson Marsteller, organizações esperam iniciativas arrojadas dos analistas. “É preciso criar relacionamento com seguidores e conhecer “a fundo” a marca que divulga”, afirma.
Na Ideia S/A, agência de mídias sociais, a maioria dos analistas tem diploma de jornalismo ou publicidade.
“Há profissionais formados nas áreas mais diversas, como turismo”, revela Daniela Habif, coordenadora de conteúdo digital da empresa.
Há dois anos, o publicitário Antônio Mafra, 29, foi contratado pela Porto Seguro. Ao perceber que a empresa não atuava em mídias sociais, sugeriu que a seguradora aderisse à novidade.
“Eu mesmo criei a minha função. Hoje esse é um dos principais canais de relacionamento com o cliente”, diz.
Em contraponto, Mafra diz que os colegas ainda não entendem sua função. “Sou conhecido como o vagabundo da empresa”, brinca.
O gerente de mídias sociais da Tecnisa, Roberto Aloureiro, 38, aponta outra preocupação: divulgar informações sobre a companhia.
“Penso dez vezes antes de publicar dados na rede. Meu trabalho é gerenciar crises, e não gerar uma”, conta.

Profissão de analista de mídias sociais não é regulamentada

Muitos atuam como prestadores de serviço, sem registro na carteira profissional

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Embora a atividade de analista de redes sociais ainda não seja regulamentada por lei, pode ser considerada uma das atribuições dos profissionais de comunicação.
Os analistas geralmente pertencem ao departamento de marketing, trabalham com contrato de prestação de serviço ou em regime PJ (pessoa jurídica), sem registro.
“O fato de a atividade não ser regulamentada não impede o empregador de registrar o funcionário que atua nesse setor”, analisa Eli Alves Silva, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB-SP (Ordem dos Advogados de São Paulo).
A analista da Fenícios Comunicação, Rachel Juraski, 27, reclama da instabilidade na área. “Em dois anos, já é meu quarto emprego.”

Para a jornalista Samantha Shiraishi, entre as desvantagens da profissão estão o preconceito, não ter direito a férias e nenhuma garantia trabalhista. “Muita gente acha que rede social é lugar de gente desocupada”, diz.
Por outro lado, ela considera que essa opção compensa pela flexibilidade de horário e a oportunidade de ficar mais próxima dos filhos. “Só trabalho em horário comercial”, conta Shiraishi.

A jornalista Samantha Shiraishi, 37, é blogueira e consultora de mídias sociais para mais de 20 empresas.

Além de administrar blogs e perfis corporativos na rede, também dá palestras e ensina a usar as ferramentas.
Diferentemente dos profissionais que estão em início de carreira, Shiraishi ganha cerca de R$ 10 mil por mês.
Cada projeto dura, em média, de três a seis meses -os valores variam de R$ 1.500 a R$ 3.000 por trabalho.
Segundo Shiraishi, nos últimos dois anos a quantidade de trabalho dobrou, e a única maneira de atender aos clientes foi contratar uma equipe para ajudá-la com a demanda. “São profissionais de confiança, mas a coordenação de conteúdo e o toque final ficam por minha conta.”
A opção de trabalhar em casa se deve à flexibilidade de horário e à oportunidade de ficar mais próxima dos filhos;.

“Eu só trabalho em horário comercial, não adianta me ligar aos finais de semana ou após às 19 horas porque eu não atendo”, afirma.
Para ela, entre as desvantagens da profissão estão o preconceito, não ter direito a férias e nenhuma garantia trabalhista. “Muita gente acha que rede social é lugar de gente desocupada”, diz.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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