Atenciosa versus afetuosa (filosofando…)

Amor (de filho) e clique (de pai) ;-) #amomuito

No que tange às amizades, frequentemente as pessoas dizem que eu sou querida.

Eu sinceramente estranho. Embora eu seja muito atenciosa com detalhes e minha aceitação das características das pessoas com quem escolho conviver seja quase incondicional – é, se eu vejo que não consigo aceitar, prefiro não fingir que o faço, reduzo a convivência mesmo – eu não sou afetuosa.

Não sei de onde isso vem, mas eu costumo creditar, com um misto de piada e preconceito, à minha ancestralidade.

Minha frase é: mistura de japonês com alemão não podia ser diferente, não é?

Piada ou verdade, o fato é que estes dois povos são famosos por sua praticidade. Em família são afetuosos sim, mas jamais chegarão ao modelo das famílias ibéricas com seus “arroubos intempestivos” de amor e culpa, brigas e reconciliações.

Eu sou assim, genuinamente atenciosa, mas não sei ser efetivivamente afetuosa e creio que as pessoas se ressentem comigo. E nesta hora eu fico triste, mas não posso – nem no fundo desejo – me comprometer a mudar, porque sou assim.

Pensei numa outra analogia. Um gato e um boi. O afetuoso é arredio e fugidio, o distante é presente e diligente. Sou boi no horóscopo oriental… será que explica?

o.O

Opine aí: o que será mais importante para se manter um relacionamento afetivo?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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