Até que ponto é justo ser sincero e magoar o outro?

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“Fui franco”.

Até que ponto é justo ser sincero e magoar o outro com acusações precipitadas que rapidamente se mostram injustas e infundadas?

Não sei a resposta.

Mas infelizmente conheço a dor de sentir que alguém que nos é caro não nos conhece o suficiente para não desconfiar da nossa conduta.
🙁

Ouço pessoas justificarem suas palavras endurecidas (para não dizer agressivas) com o grau de intimidade ou de proximidade do relacionamento, alegando que “o bom é que podemos ser sinceros” ou, quando se trata de familiares, dizendo “podemos falar asdim e nos entendemos”.

Morando longe da “família por consanguinidade” há anos e tendo formado uma “família por escolha” (aquela que tem os amigos que escolhemos amar como se fossem irmãos, pais, tios, primos), eu aprendi que o segredo está no comportamento oposto.

Para mim…

Amar se comprova confiando. Amar se comprova conhecendo o outro. Amar se comprova não duvidando. Amar se comprova sendo ciente dos defeitos e mesmo assim preferindo ver e valorizar as qualidades. Amar se comprova apoiando, não importa diante de que evidências. Amar é um exercício de clareza nos pensamentos, de generosidade nos atos e de tolerância nos silêncios. É calando que realmente amamos.
🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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