destaque / Destaque Mãe / Mães e Pais / relacionamentos / social good

Até quando, minha gente?

Menino teve fígado dilacerado pelo pai, que não admitia que criança gostasse de lavar louça“…

Quando eu digo que no Brasil falta “vizinha enxerida” as pessoas não me entendem… falta isso, falta responsabilidade (da mãe, dos tios, dos avós, da madrasta, de tanta gente) e falta também valorizar o trabalho de assistentes sociais, que deveriam ter espaço no serviço público para acompanhar as famílias em situação de risco social.

Não é fácil ser a “vizinha enxerida”.
Já chamei o Conselho Tutelar em algumas situações e já estive nas ruas recolhendo e apoiando crianças que abandonaram o lar, já escrevi reportagens (uma delas premiada) sobre o tema e hoje divulgo o que posso para tornar as leis de proteção à infância mais conhecidas da população. Por isso digo: atuar (mesmo que voluntariamente) no sistema de proteção à infância é uma missão que exige coragem. 

Leia mais em Como você reage diante de cenas assim?

Quando surge uma notícia assim, podemos aproveitar e relembrar que “calar é permitir, denunciar é combater” e que precisamos ajudar as vitimas de violência na sua reintegração à sociedade, tanto quanto nos posicionar sobre a violência doméstica, um mal que ainda segue invisível no nosso país.

“No caso do menino Alex, quem desconfiou foi o Posto de Saúde, infelizmente já tarde, quando o menino morria em decorrência da violência doméstica. (…) Se os vizinhos dizem não saber de nada, no colégio tampouco desconfiavam do que Alex passava em casa. (…) [na escola] o garoto era considerado calmo, obediente e inteligente. Teve ótimo desempenho no ano passado: nota 88 no segundo bimestre, primeiro que cursou no local, nota 100 no terceiro, e 90 no último.”

E este caso esconde outro abandono social, o da mãe adolescente, que vai abandonando os filhos pelo caminho e não tem nem um Posto de Saúde que observe seu desamparo e despreparo. Para ir ao enterro do filho, deixou um bebê de 8 meses com amigos em Mossoró. O filho de 3 anos mora com os avós paternos. O mais velho, de 15, [nascido quando a mãe tinha 14 anos]  que ela não vê desde neném.

Segundo números da OMS (Organização Mundial de Saúde) a violência familiar assola todas as nações, indistintamente, em uma guerra invisível e silenciosa, oculta por medo ou vergonha de suas vítimas. Cerca de 1,6 mil mortes são ocasionadas por violência doméstica ao ano no mundo, um problema de dimensões socioeconômicas e de saúde pública que ameaça o desenvolvimento dos povos, afeta a qualidade de vida e corrói o tecido social.

O que você tem feito para ajudar, não só as crianças, mas as mães e avós que são vítimas da violência e não sabem se impor diante das ameaças de seus companheiros, criando outros filhos e filhas que manterão este ciclo de medo e agressão? 

20140305-150922.jpg

P.S. Já tratei da violência doméstica aqui no blog nos últimos anos:

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas