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Fico impressionada cada vez que noto o quanto nosso povo não sabe fazer valer seus direitos e se intimida e cala diante de injustiças.

Talvez por ser filha de advogada e ter crescido num ambiente de muita luta por direitos, eu não consigo me calar, em especial quando afeta nossa vida profissional. Aqui mesmo no blog, no post delegacia de mulheres, eu contei que denunciei e levei ao juizado de pequenas causas uma cantada que recebi no ambiente de trabalho.

E todo mundo devia pensar assim e reagir, afinal, ser exposto a situações de constrangimento e humilhações durante a rotina de trabalho pode ser considerado assédio moral, que caracteriza-se por atitudes vexatórias, pedidos de realização de tarefas impossíveis ou trabalhos inexpressivos.

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Segundo o advogado especialista no tema, Cristiano Diehl Xavier, essa postura é desumana, violenta e sem ética.

“O objetivo dessas ações é fazer com que a relação da vítima com a organização e os colegas sejam afetados a ponto de desestruturar um ambiente de trabalho. Além disso, coloca em risco o emprego, a saúde e a própria vida de quem sofre o assédio.”

A violência moral ocorre intencionalmente e na maioria dos casos é realizada por chefias, superiores ou até mesmo por colegas do mesmo nível de trabalho que a vítima. As atitudes de ridicularização, desmoralização, inferiorização e menosprezo ocorrem sempre com o objetivo de desestruturar e até provocar a demissão do trabalhador. São repetidas situações que causam o isolamento da vítima no ambiente de trabalho.

Esse tipo de violência pode ocorrer com qualquer pessoa, independente da classe social ou faixa etária.

Mulheres com filhos, empregados idosos, trabalhadores muito criativos ou críticos – que não se intimidam em expressar suas opiniões, sofrem mais com o assédio moral.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, 42% dos brasileiros já sofreram algum tipo de injustiça no trabalho. E como lidar? A primeira atitude a ser tomada é abrir o jogo.

“É necessário conversar sobre o tema, desabafar e pedir ajuda. As pessoas precisam saber quando isso acontece, pois a não confissão é o que causa a impunidade”, afirma o advogado.

O especialista alerta que o assédio moral não é crime, mas há um projeto de Lei Federal de número 4742/2001 que prevê criminalizá-lo. Quem se sentir assediado moralmente, pode procurar um órgão público como o Ministério Público, a Delegacia Regional do Trabalho ou organizações não governamentais especializadas em relações trabalhistas.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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