casa / sustentabilidade

Arquitetura orgânica ou intrinseca é a arquitetura livre na democracia ideal.

Frank Lloyd Wright

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Imagem de João de Barro e frase (acima) de Frank Lloyd Wright (arquiteto que dispensa meus comentários) me fizeram pensar na arquiteta que não fui, na cidadã lutadora que tento ser e na jornalista satisfeita com suas escolhas que eu me sinto hoje. Visitei nesta tarde por curiosidade um apartamento de 3 quartos com suíte que está à venda perto do metrô e me surpreendi: tantos cômodos cabem em 60 metros quadrados. Parece mentira, mas era uma gracinha e nem parecia minúsculo com a decoração! Só um bom arquiteto consegue esta proeza! Cheguei em casa e Manu me mandou esta imagem acima, feita para seu portal de arquitetura potiguar.

Nesta semana se fala muito de arquitura porque sábado Oscar Niemeyer fará 100 anos. Nunca entendi bem Niemeyer, eu não discuto sua capacidade inovadora e a coragem de ousar, mas não vejo nada orgânico nela. Apesar das curvas em concreto, duas idéias orgânicas (que hoje podem nos fazer pensar em feng shui e em sustentabilidade, pelo não-uso de madeiras), não sinto vida nas construções dele. As do Ibirapuera, que há seis meses visitei acompanhada da ótica arquitetônica da Manu, são lindas, mas frias. Mais frio ainda é o primeiro prédio dele que visitei na vida, junto ao complexo de secretarias do estado do Paraná no Centro Cívico de Curitiba, atualmente localizado ao fundo do famoso Museu Oscar Niemeyer. O tal prédio ao qual me refiro é muito frio, sem janelas e com todas as caraterísticas erradas para o clima de Curitiba. Fica lindamente inserido no Bosque do Papa, mas não se aproveita desta beleza natural, exceto para dar-lhe um fundo verde escuro ao cinza do concreto. Neste quesito prefiro a Secretaria de Meio Ambiente da capital curitibana, dentro do Parque Barigui, onde eu fiz aulas de topografia na época do Cefet. Prédio orgânico, com toras de eucalipto e vidro, que romanticamente me lembra a casinha do João de Barro.

Enfim, saindo de uma cidade que ficou famosa e bela, usando o urbanismo e não seus atrativos naturais, não deixo de pensar na arquitetura de forma ambígua. E para mim o arquiteto é ambíguo, um ser dividido entre o certo e o belo. Ele consegue indicar alernativas aos clientes sem pensar no preço, inventa formas de baratear a casa do pobre e deixar mais interessantes hotéis e centros de compras dos ricos, usa e abusa da natureza e – coisa boa – agora começa a buscar verdadeiramente um caminho mais sustentável. Um caminho que continua caro e elitista, mas existe e só por existir já faz diferença social.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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