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Quem nunca ouviu falar do “Imperialismo Americano”?

Pois esta ideia, a de controlar as Américas, foi mais do que uma teoria da conspiração.

Mas, ex-colônia e um dos primeiros estados livres do mundo moderno, os EUA adotaram uma política diferente, como podemos concluir lendo sobre história recente ou acompanhando estudiosos como Tatiana Poggi, que estudou o tema ao defender a tese de Doutorado “Revisitando o Imperialismo: o Papel do Office of the Coordinator of Inter-American Affairs na Construção de Novas Estratégias de Dominação“. Ela buscava entender como os EUA se constituíram em potência imperialista no continente americano, sem necessariamente se tornar um império “à moda antiga”. Outra leitura interessante – para quem quer mesmo se aprofundar – são os dois volumes da Encyclopedia of U.S. Military Interventions in Latin America, de Alan McPherson.

Revivi estas reflexões e leituras (que para mim surgiram da biblioteca que herdei de meu avô, político e também jornalista, não por acaso deposto pelo Golpe Militar de 1964) quando vi um update com o vídeo do documentário produzido pelo Departamento de Estado norte americano (US Office of Inter-american Affairs), mostrando a cidade de São Paulo, ainda menor que a capital do país, Rio de Janeiro, em 1949. É uma boa maneira de conhecer a visão que aquele país tinha sobre o Brasil nesta época.

Este achado veio do site Arquitetura e Urbanismo Para Todos, uma iniciativa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) que tem tido uma atuação recente, mas muito interessante, nas redes sociais, buscando contribuir para a formação de uma “cultura arquitetônica” no Brasil.

“Fosse apenas para que os brasileiros pudessem melhor entender suas cidades, tal cultura já seria importante, mas sua ausência leva governos, empresas privadas e cidadãos a negligenciar ou deixar em segundo plano a qualidade das obras que contratam.”

A justificativa para a criação desta cultura é válida:

O Brasil produz milhões de construções anuais. Os governos promovem milhares de edificações por ano. Poucas são, no entanto, aquelas em que se desejou um bom projeto. Enquanto isso, as cidades brasileiras se enfeiam, amontoadas de construções medíocres, em contraste com a beleza natural do País.

Eu leio revistas da área e sigo os temas desde que fiz o Curso Técnico de Edificações no Ensino Médio – antes de me achar no jornalismo, eu realmente achava que seria arquiteta! (risos)

E se você também gosta do tema, uma dica: o blog Arquitetando Ideias, da arquiteta gaucha Elenara Stein Leitão, é uma das minhas boas referências em projetos brasileiros e novidades sustentáveis mundo afora. 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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