destaque / empreendedorismo

Hoje, voltando de um compromisso de trabalho, pensando se emendava no outro, me vi pensando no quanto aprendi a dizer “não” para oportunidades.

Logo que comecei a ter blog, em 2005, toda chance de ser considerada “imprensa” ou, como mais tarde virou moda falar, “influenciadora digital”, era tão bonito que a gente (eu e os dinossauros das mídias sociais) acabávamos participando de tudo um pouco, formando um “seleto e repetitivo” grupo que me lembrava as “autoridades” das cidades pequenas do interior, sabem?

De certa forma eu repeti, por ter começado uma nova “carreira” fora do jornalismo (embora dentro da comunicação), o erro comum dos iniciantes: não saber dizer não!

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Depois dos 40, me dei o direito de escolher, pensar muito, dizer não sem medo de estar errada (e às vezes estou, mas aprendi a conviver com minha finitude humana) e descobri duas coisas:

  1. além de me deixar bem mais feliz, essas recusas me fazem estar na moda. O não é o novo sim. Segundo colunista do Financial Times, Lucy Kellaway, essa é a “a resposta mais descolada para as pessoas bem-sucedidas“;
  2. digo sim a coisas que preciso fazer, quero fazer ou devo fazer. Esse critério eu li num texto da Kellaway e acrescento um item para me ajudar na decisão: “estou fazendo porque sinto que os outros querem que eu faça?“… se, por acaso, percebo que estou decidindo o que fazer com meu bem mais precioso (o tempo de vida) baseada no que a sociedade – “os outros” – espera de mim, freio e faço um escrutínio nos motivos!

Na dúvida, diga não.

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E se tudo der errado, Sam?

Se não me convidarem mais para nada? E se me esquecerem? E se eu ficar em depressão por não fazer mais parte da panelinha?

Bom, neste caso, procure um terapeuta ou um coach, reveja o que quer e o que importa, reavalie os critérios pelos quais mede sua felicidade.

E quando estiver melhor, perceba que essa experiência mostra que você experimentou e resolveu testar um caminho novo. Você saiu do modo de segurança que travava suas ideias para mergulhar no mundo da inovação. Resumindo: você aprendeu.

E como já disse um empresário, “Como não te dar os parabéns?” por isso?

😉

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Lembrei de uma música ruinzinha da minha adolescência, mas que fala o necessário:

Dizer não é dizer sim
Saber o que é bom pra mim

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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