#aos10 interpretando a mensagem de Rapunzel: contra trocas inconsequentes e a espera do Principe Encantado :-)

Lembram da história de Rapunzel? A mãe grávida fica com desejo de uma fruta do quintal vizinho, o pai rouba o quitute e a dona (uma bruxa) pede que em troca lhe dê o bebê quando nascer. O pai aceita provavelmente porque não acreditou que uma dívida como aquela seria mesmo cobrada. Mas foi. E por conta disso – de um ato de desamor e inconsequência – a menina cresce trancafiada numa torre sem portas, apenas com uma janela por onde vê o mundo. Um dia um príncipe aparece, ela joga suas tranças (que são seu poder oculto, aquilo que ela cultivou neste tempo todo de isolamento, medo e esperança) e ela faz contato com o mundo exterior através dele.

Hoje meu filho teve que interpretar a mensagem deste clássico para uma tarefa de casa. Como podem (tentar, com a letra de menino dele) ler no texto, ele assimilou a ideia da responsabilidade da troca e como homem do século XXI não concorda que as mulheres esperem a salvação vinda de um homem (clap clap clap aqui), mas como foi complicado explicar para ele que a história também tratava da opressão feminina e de uma realidade na qual o pai (o homem) manda e a mãe (a mulher) obedece tão cegamente a ponto de dar a própria filha.

Sabem que estas três percepções dele sobre o texto reforçaram minha esperança nesta nova geração? E bem que, depois de ontem, eu precisava desta força.

🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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