mãe / relacionamentos

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A ganhadora é Raquel Menezes, a querida Mãe de João, com este post querido!

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Recebi um convite-convocação para duas blogagens coletivas, uma que já passou, outra que acontece hoje e percebi que poderei atender aos dois no mesmo dia. Um me pedia para contar “O que eu realmente queria de Dia das Mães” e o outro para confidenciar com a ideia “Antes de ser mãe, eu nunca…

São desafios de primeira, não?

pais e maes na revista crescer (foto de @priperlatti)

Começo da “dívida mais antiga”. Antes de ser mãe eu nunca pensei que teria que dividir as decisões (todas, das menores às maiores) com meu marido. Foi isso que eu confidenciei na roda de pais que se tornou a conversa no café na revista Crescer que deu origem a esta ideia de blogagem coletiva.

Meu pai, apesar de super presente nas minhas lembranças do cotidiano na primeira infância (nas refeições, nas tarefas e na carona para escola, ensinando a andar de bike sem rodinha), era um homem da sua época. Nascido no meio da Segunda Guerra Mundial, filho de japoneses, ele sempre teve a postura de “provedor”. Sempre que possível ele evitou as picuinhas diárias de rusgas de filhos, visitas ao pediatra, trocas de fralda e perdeu algumas festinhas de escola sem grande sentimento de culpa (daqueles que matam as mães hoje em dia!). Tudo ficava ao encargo da minha mãe ou das babás.

Quando engravidei e tive o primeiro bebê minha maior surpresa foi perceber que viveria aquilo tudo com companhia quase todo o tempo, das coisas chatas às mais divertidas, das que toda mãe quer que o pai opine às que a gente no fundo queria fazer sozinha para se sentir mais dona da situação. Tudo na vida com o primeiro bebê foi “nosso” e, como eu guardava uma certa expectativa diferente, no segundo filho queria que ele fosse mais meu.

Quis dar os banhos mesmo cansada do parto, quis trocar as fraldas sozinha e aproveitava os momentos que nos dividíamos para cuidar do mais velho (um bebê também, com pouco mais de dois anos) para ficar com o “meu nenê”.

Por quantos dias vocês acham que isso funcionou com o superpai?

(Façam suas apostas!)

Quando o caçula tinha uns 40 dias meu marido viajou para uma festa de final de ano da empresa que seria em outra cidade e eu me deparei com os dois em casa só comigo, sem empregada, avó, tios, nada. O mais velho dormiu no horário como sempre, falando do papai, mas vencido pelo cansaço e o entusiasmo com as atividades da escolinha naquela semana. O mais novo, que sempre dormiu bem e no horário, me olhava assustado, com os olhinhos arregalados, como que a me perguntar algo que eu não entendia de jeito nenhum. Achei que era o silêncio e comecei a conversar com ele e ouvir música (ele sempre amou música e vozes pela casa, uma coisa que o segundo tem muito mais facilmente do que o primeiro, né?), mas não funcionou. De repente, quando eu dava sinais de exaustão, percebi que podia ser falta do pai. Ligamos para o celular, mas a festa era tão barulhenta que não ajudou muito no reconhecimento “sonoro” do filho e eu tive a ideia de pegar a camisa do pijama do Gui do cesto de roupas (por sorte ainda sem lavar, com cheiro dele) e vestir.

Sentei na poltrona de amamentação e aleitei o pequeno com uma mistura de cheirinho de mãe e de pai, emocionada com aquele vínculo tão forte que o fez suspirar e relaxar na hora em que sentiu a presença dos dois, a dupla que fazia seu mundo ter sentido naquele começo de vida.

Respondi um pouco da outra pergunta, né?

O que eu realmente queria de Dia das Mães era viver estes momentos para sempre. Queria, quero, quererei para sempre.

Mais bebês, infelizmente, estão fora do nosso planejamento (Gui sempre quis só dois, mesmo eu pensando em três logo que casamos), mas ainda posso ter estes momentos de aconchego com meus grandões.

Nesta manhã eu me demorei na cama, preguiçosa por conta de uma cólica que me acabou me derrubando o dia inteiro, e em minutos chegaram os dois queridos para dar um cheiro comigo. Eles deitam no travesseiro do papai, depois rolam pro meu braço e contam dos sonhos da noite, dos planos para o dia, dos amigos e das promessas que suas vidas têm sempre. O mais velho já me dá o braço forte e os ombros largos me acomodam se eu quiser deitar, mas eles ainda cabem apertadinhos na cama com a gente nas manhãs de preguiça e me emocionam com o carinho, os suspiros e a sensação de estarmos no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.

Que neste Dia das Mães todos possamos encontrar esta sensação de “lar, doce lar” nos braços de quem nos ama e que amamos muito, com uma figura materna ou paterna que faça a vida ser mais leve e mais feliz, provando que é muito fácil amar, basta aceitarmos a presença de quem nos ama por perto, mesmo que seja para perder um pouco do nosso poder!

[update] … os vídeos do dia, cortesia da @blogcotovelinhos (Letícia Volponi):

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E o mimo…

é na pele que se sente o amor - sorteio de sacola de bebê da PomPom

Como os posts desta semana tiveram mimos para as mães leitoras, hoje não podia ser diferente. Ganhei esta sacola linda (da foto) no evento da Pompom, cheia de coisas para bebês (sabonetinho, creme anti assadura, toalhinhas umedecidas e, claro, fraldas GG) e – antes que eu fique tentada a ter um nenê – pensei em presentear especialmente as novas mães blogueiras, as que estão com bebês em casa!

Quem postar na próxima semana (até dia 20/05) em seu blog participando deste desafio “Antes de ser mãe, eu nunca…” e linkar este post vai participar, ok? E se você não tem blog, não tem problema. Poste aí nos comentários seu texto (mas daqueles desabafos grandes, hein!) e vai valer como participação, feito?

:-)

P.S. Legenda da foto: Da esquerda pra direita: Dani Buono da ciadasmães, Letícia Volponi do Pelos cotovelos e cotovelinhos, Glau Nunes do Coisa de Mãe, Carol Passuello  do Vinhos viagens uma vida em comum e… dois bebês, Anne Rammi do Super Duper, Renato Kaufman do Diário Grávido, Roberta Lippi do Projetinho de Vida, Jorge Freire do Nerd Pai, Priscilla Perlatti do Mãeo de Duas e eu. A foto é do Facebook da Pri e creio que foi tirada por Gisela do site da Crescer.

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Leia também os outros posts da Semana @maecomfilhos 2012 no @avidaquer:

Empreendedorismo materno e @ciadasmaes 

De Seja Feliz Meu Filho a Mulher Sem Script, entrevista com @natercia_tiba

Uma rede para reunir as mães que nascem quando chega um bebê (entrevista com @tatianapassagem do @redemulheremae)

“Antes de ser mãe, eu nunca…” (ou O que eu realmente queria de Dia das Mães)

A gente tem mesmo muito a aprender com as crianças sobre ser feliz!

Conversa com as mães do @mamatraca 

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Jornalista, blogueira, casada com @gnsbrasil, @maecomfilhos de 3!, consumidora de cultura, tecedora de redes em mídias sociais, empreendedora na @otagaissama. Voluntária desde os 8 anos, praticante de boloterapia desde os 9, entusiasta e praticante do aleitamento materno como #maede3, acredita no poder das mídias sociais para promover o bem no estilo #socialgood e adota uma vida material minimalista - sem abrir mão do conforto e da alegria de viver. :)

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