Você sabe o que é andropausa?

Andropausa. Estima-se que 20% da população masculina sente o efeito da baixa de hormônio depois dos 50 anos, mas apenas uma parte procura um urologista para iniciar um tratamento.

Piada própria ou bullying alheio, os calores da menopausa são uma das muitas brincadeiras que sinalizam o conhecimento adquirido da sociedade sobre esse momento inevitável da saúde da mulher.

Mas e o homem?

Quem acompanha de fato o que acontece com eles depois de uma certa idade?

Estima-se que 20% da população masculina sente o efeito da baixa de hormônio depois dos 50 anos, mas apenas uma parte procura um urologista para iniciar um tratamento.

A andropausa é o nome dado para a fase que marca a diminuição na produção de testosterona, hormônio masculino responsável por controlar a saúde e o bem-estar físico e mental, o desenvolvimento das características sexuais e as funções de reprodução do homem.

Essa fase é conhecida pelos urologistas como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), mas o termo andropausa foi criado a partir de uma analogia à menopausa, período em que também ocorre a baixa dos hormônios femininos depois da interrupção fisiológica da menstruação.
sintomas da Andropausa. Estima-se que 20% da população masculina sente o efeito da baixa de hormônio depois dos 50 anos, mas apenas uma parte procura um urologista para iniciar um tratamento.

Só que, ao contrário das mulheres, os homens não têm um acontecimento que marque essa transição e, por isso, é preciso ficar atento aos sintomas e procurar um médico sempre que apresentar cansaço, mudanças no humor e sono fácil, sintomas que podem ser simples sinais da Andropausa, mas que também podem ocultar outras doenças.

Além disso, é possível que o homem sinta fraqueza óssea, que pode levar à osteoporose, diminuição do interesse sexual e aumento da gordura corporal que pode levar à obesidade e à elevação dos níveis de colesterol.

Manter hábitos saudáveis, seguir uma dieta equilibrada e praticar exercícios já podem ajudar a evitar doenças associadas. E, assim como acontece com as mulheres, a reposição hormonal é o suficiente para corrigir o problema, mas ela só deve ser utilizada na falta de testosterona natural.

“O uso indiscriminado pode trazer infertilidade ou aumento do numero de glóbulos vermelhos com predisposição à trombose ou alterações cardiovasculares”, explica o Dr. Adriano Pinto, urologista no Hospital São Camilo de São Paulo.

Embora ainda não seja comum, o ideal para os homens seria, assim como as mulheres, fazer avaliações de rotina, de preferência logo após a primeira relação sexual, para identificar possíveis patologias futuras e evitar a evolução de doenças pré-existentes. Para isso, recomenda-se uma avaliação de check-up ou visita ao urologista anualmente.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.