Amor tem dor também

Abraço em família no quarto de hóspedes da casa da minha mãe antes de voltarmos para São Paulo na segunda-feira

Dia de arrumação em casa, pois voltei de Curitiba na segunda à noite e as malas ainda estão no canto da sala – que foi limpa e as coisas para triagem mudadas de lugar. Esta coisa de mudar de lugar o que precisa ser arrumado é, infelizmente, a minha cara. Nem feng shui consegue consertar esta minha mania de protelar as arrumações! Sempre acho algo mais interessante e produtivo para fazer antes de organizar armarios, pastas de arquivos no computador (hoje até meu media player vai passar por uma faxina), contas pagas e outras baguncinhas que eu acumulo.

Preciso me ocupar. Como previsto, bateu a saudade, não aguentei nem uma semana sem ficar chorona com a falta dos meninos. Na terça me ocupei, cheguei super tarde em casa, na quarta o trabalho online e a companhia da faxineira me distrairam, mas ontem não teve jeito. Nem o entusiasmo do dia com Orbita do Terra na Daslu (já vou postar sobre o evento), almoço no Curry House do Top Center com amigos e a  instalação de 2 giga de memória no meu notebook me deixaram contente de verdade. Voltei para casa perto das 20h, sozinha (meu amor demorou mais ontem no escritório), peguei o carro limpinho (sem brinquedos nem farelos) no estacionamento do lado do metrô, passei no mercado e foi meio vazio fazer compras para dois adultos. Claro, pensei numa comidinha especial para meu amor, comprei vinho, mas foi meio “vazio”. Jantamos, trocamos idéias sobre o dia sem interrupções e eu fui ficando quietinha, com aquele jeito de que vai entrar na concha. Em alguns momentos eu achava que sentia os bracinhos do Giorgio envolvendo meu pescoço ou o Enzo chegando de mansinho perto de mim. Peguei no sono chorando quietinha e meio escondido – pro Gui não pensar que era algo com ele – e acordei louca para ligar para os meninos. Sabe-se lá porque a webcam não ia servir hoje, tinha que ser no fone.

Enfim, estou me preparando para passar o primeiro final de semana sem eles – serão muitos até o final de julho – me enchendo compromissos adultos para me convencer de que serão férias para mim também como mãe. Amor tem dor também, mesmo quando é plenamente correspondido! A dor da saudade.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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