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Amigos são porções de felicidade em forma de pessoas

Fiquei pensando muito nesta frase ontem por conta de três ações em mídia social. Não são ações “pagas”, mas me fizeram pensar em como a vida é mais reativa e positiva por conta das redes sociais.

Pareço sozinha e cansada para cuidar da minha fazendinha? Mas não estou: olhem quantos “vizinhos” estão comigo e me ajudam quando eu não estou online! 😉

Primeiro foi nossa adesão familiar ao FarmWille. Tentei evitar, mas bastou uma amiga “viciada” no aplicativo do Facebook nos visitar duas vezes para ela convencer meus filhos a aderirem. E a coisa funciona como um “tamagoshi” mesmo, a gente fica preocupado com as colheitas, com os cuidados com a fazenda… e acima de tudo, pelo que notei, passamos a interagir com os amigos. Eu tenho no facebook um grupo bem diferente: alguns amigos de infância (menos do que tenho no orkut), parentes distantes e próximos, amigos que moram no exterior, muitos blogueiros e profissionais de midia social e, pasmem, vizinhas de bairro e condomínio. E justamente com estas pessoas é que pude interagir mais nos últimos dias! (risos)

Depois vi um post sobre uma mãe que tuitou pouco depois da morte por afogamento do seu filho de dois anos. Não sou mais uma a julgar a mãe, quero aqui concordar com uma frase:

Qualquer tipo de mãe que usa a internet como meio de comunicação e faz dele também sua plataforma de interação na alegria e na tristeza.

Foi impossível não me identificar um pouco porque uma das inúmeras reações ao post (que bombou mais no Twitter do que no blog – possivelmente porque as pessoas nem sempre assumem o que pensam e o Twitter tem memória curta, mas os comentários de blog não!), pois me fez pensar no quanto meus amigos de internet foram importantes nas duas semanas em que Giorgio ficou hospitalizado depois da mordedura do pitbull. Fora a família, as duas visitas mais longas foram de amigos de internet que moram em Curitiba (onde aconteceu tudo) e depois recebemos muitas visitas de amigos quando voltamos para São Paulo. Mas, vejam só, poucos vizinhos vieram nos ver em casa… no entanto, várias @s atravessaram a cidade para nos ver!  Na segunda ou terceira cirurgia do Giorgio eu lembro que estava sozinha na sala de espera angustiada e um amigo online, que eu conhecia há poucos meses, me ligou e falou: desculpa incomodar, mas eu acho o fim do mundo ficar sabendo de vocês pela internet, queria ouvir sua voz e saber como as coisas estão!

[Não é à toa que hoje ele é um dos amigos queridos da família inteira, né? E que se reduziu, lentamente, a proximidade com amigos de festa que não nos ligaram nem visitaram na época…]

A questão do Twitter, Facebook e Orkut, enfim, das redes sociais (e os blogs são parte delas), é que quanto mais você compartilha seus amigos, mais amigos você tem. Um indica o outro, a gente troca, conversa, aprende, discute, ensina, exercemos nosso melhor e nosso pior como seres humanos. E neste sentido eu entendo perfeitamente que a @Military_Mom tenha sentido como natural falar do assunto no Twitter. E eu tenho certeza de que, em meio às críticas, ela recebeu carinho, afeito, apoio e teve a sensação de que existia para muitas pessoas.

Num mundo no qual as pessoas fisicamente mais próximas se habituaram a fingir que não vêem as coisas acontecendo com a gente, tem coisa melhor para compartilharmos do que o fato de nos importarmos com outro? Para mim não tem! Verdadeiramente #priceless na vida é o ser humano.

P. S. A outra ação que eu lembrei é de Natal da Coca-Cola no Orkut e diz:

É Natal. E melhor do que trocar presentes é trocar amigos.

Compartilhe a sua felicidade” é uma ferramenta que permite que você atribua uma qualidade a um amigo e o compartilhe com alguém especial, apresentando pessoas que acha que poderiam ser boas amigas.  De fato, tem presente melhor do que este?

Duas amigas que conheço de redes sociais e se tornaram umas comadres virtuais para mim: @alinedexheimer e @smiletic. E elas tem várias coisas em comum!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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