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sem trabalho infantil

O tema de hoje do fórum que fazemos quinzenalmente na fanpage do Promenino é um dos temas que eu sinto que mais precisamos mexer e trazer à tona: qual o nosso papel na cadeia produtiva que mantém a desigualdade de direitos?

É facil criticar tanto o “modelo capitalista” quanto os “programas sociais”, mas olhar para o comportamento que cada um de nós tem é o grande desafio.

Você continua consumindo produtos e serviços de quem não respeita horários de trabalho de adolescentes protegidos pela lei ou que aceita “ajuda” de mão de obra infantil ou boicota estas empresas?

O carvão do churrasco dos paulistas pode ter o custo de uma infância perdida

Lembrei de uma experiência que fiz quando soube que uma marca de carvão bem popular foi flagrada com trabalho irregular. Sugeri boicote à marca que age assim. Cobre do seu mercado do bairro, do açougue, do clube, da churrascaria, de onde puder que não compre carvão desta marca. Fale com os canais de mídia social de grandes marcas atacadistas e do varejo na área e insista que entrem com você, consumidor, numa campanha para afetar as marcas que não são boas no que mais pesa: suas vendas!

Apesar da incidência de trabalho infantil estar ligada ao desenvolvimento econômico dos países, ainda é possível encontrar trabalho infantil em cadeias produtivas específicas em diversos países, independentemente de sua situação econômica. Também se sabe que o aumento do PIB per capita associado à distribuição de renda tem forte impacto na redução da pobreza e, consequentemente, do trabalho infantil e que a inspeção sistêmica dessas cadeias, com o subsequente encaminhamento das crianças e adolescentes para os serviços de proteção social tem impacto na redução do trabalho infantil.

Vale lembrar que toda empresa é co-responsável por toda a sua cadeia de fornecimento. Como lembrou Aline Kelly no fórum, “não adianta vir depois com história de que não sabia que o fornecedor X usava trabalho infantil ou trabalho escravo como vemos muitas vezes as empresas argumentarem quando “são pegas”.

Você sabia que a idade mínima para trabalho com carteira assinada é de 16 anos? Essas e outras definições na nossa legislação protegem as crianças contra a exploração de todas as formas de trabalho. Além de projetos e políticas públicas. No nosso site tem um guia de procedimentos que você pode fazer para não deixar esse tipo de situação acontecer => http://bit.ly/WeNbiC Você já encontrou adolescentes ou crianças trabalhando? Se sim, sabe o que fazer? A quem denunciar? Se tem alguma dúvida, vamos conversar!

Mas também precisamos fazer com que o trabalho adolescente desprotegido e o trabalho infantil deixem de ser aceitos como naturais.

E sobre o adolescente, foi curioso ver meu filho, de 14 anos, opinando hoje!

“Muitos adolescentes de 14 anos tiveram seu desempenho escolar no vermelho, mesmo gostando de trabalhar e da remuneração”, disse Enzo, relembrando sua participação a convite do Viração no Encontro Internacional contra o Trabalho InfantilLá debatemos as potencialidades e limites do trabalho adolescente protegido (Lei da Aprendizagem) com pessoas de vários paises. 

Em muitos países, a partir da Lei da Aprendizagem, é possível a inserção do adolescente no mercado de trabalho quando ele atinge determinada idade. Nessa modalidade, o contratante deve organizar um programa de aprendizagem para esse adolescente, considerando os limites legais quanto à jornada de trabalho, formação escolar, atividades que contribuam para desenvolvimento desse adolescente e preparação para uma inserção “profissional” no mercado na idade adequada. A lei é pouco aplicada na prática e a estatísticas revelam um aumento de adolescentes em situação de trabalho e o abando escolar. Por outro lado, com o advento da tecnologia e o crescimento econômico, um leque de novas atividades, ligadas inclusive ao empreendedorismo, se abre como um novo caminho de inserção produtiva para os adolescentes e jovens.

Segundo a lei, todas as empresas de médio e grande porte devem ter no seu quadro de funcionários uma porcentagem de 5% a 15% de aprendizes com base nas funções que demandem formação profissional de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Lembrando que os cargos que necessitem de ensino superior ou técnico não serão incluídos nessa contagem. As micro e pequenas empresas não são obrigadas a contratar, entretanto, podem ter aprendizes se tiverem interesse.

Vá lá e opine livremente! Queremos muito saber como você vê eta situação!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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