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fanpage Amamentar é natural

Sempre estive envolvida na defesa do aleitamento materno e agora, grávida pela terceira vez, o assunto voltou com toda força ao meu cotidiano. Foi assim que, ao começar a trabalhar com Camila Aragon, descobrimos esta afinidade e, em meio às reuniões e ações da campanha “É da nossa conta!”, se fortaleceu entre nós um vínculo em torno da causa. No mês passado Camila me fez um convite, para nos reunirmos com outros dois amigos dela e montarmos uma fanpage para falar sobre este tema. Assim surgiu o Amamentar é natural, uma ação coletiva e totalmente sem fins lucrativos pró-aleitamento, que pretende reunir famílias, pediatras, profissionais da saúde envolvidos com o processo da amamentação.

Eu já fiz meu relato, Camila o dela e nesta semana quem conta sua história é Michelle, a outra mãe do grupo, que conta também com o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, do Blog do Cacá. Leiam abaixo o texto dela:

Amamentar o Miguel
Antes mesmo de engravidar, eu sonhava em amamentar. Meu trabalho de parto durou quase 24 horas e durante todo este tempo, só sonhava em pegar o Miguel nos braços e aleitá-lo. O final foi tenso, em função do cansaço meu e dele e de outros fatores que não vem ao caso, mas ao final de todo esforço, ele veio para os meus braços e mamou. Sou capaz de fechar os olhos e me lembrar deste exato momento. O mais memorável de minha vida. Miguel mamou e eu – que não havia chorado até então -, me debulhei em lágrimas. Era mais que um sonho realizado. Era a nossa reconexão: a primeira neste mundo de ar, após ele sair do mar de água, alimento, calor, amor e paz que é o útero.

Lembro de meu marido ao nosso lado, assistindo à cena e emocionados, nos abraçarmos. Fernando é meu cúmplice no sonho da amamentação. Foi assim desde a gravidez (quando a gente cisma que tem que fazer preparação quando, na verdade, não precisa nada!) e assim tem sido até hoje.

aleitamento na primeira hora michelle prazeres.jpeg

Miguel completa dois anos no próximo dia 28. São dois anos de aleitamento em livre demanda possível. Ou seja: sempre que ele está comigo e quer mamar, ele mama. Seja em casa, em locais públicos, onde for! Foram seis meses e meio de aleitamento exclusivo para chegarmos à maturidade para a introdução de sólidos.
Até hoje, a hora de mamar é um momento só nosso, de muito encontro.
Lembro que no começo, meu desejo de amamentar era tanto, que meu corpo respondeu a ele: produziu leite em excesso, o que me trouxe problemas, como empedramentos e inchaços, que eu resolvia com ordenha e soluções naturais, como compressa fria.
Quando Miguel tinha 8 meses, foi para o berçário, porque voltei a trabalhar. Eu ordenhava meu leite diariamente e tirava 150 ml para mandar pra ele na escola. Mandei até ele completar um ano.
Hoje, ele se alimenta de derivados, como iogurte e queijos, mas nunca tomou outro leite que não o meu.
Em muitos momentos, me sinto cansada e esgotada. Não é fácil amamentar tanto tempo e precisei de apoio de muitas pessoas para chegar até aqui. Mas é um trabalho gratificante e enobrecedor. E antes que digam que é aprisionante, sim, é difícil, repito, mas é libertador.
Amamentar faz parte de um intenso processo de autoconhecimento que resulta na capacidade de doação incondicional que é colocar seu corpo à disposição de outro ser humano. E isto é enobrecedor, engrandecedor. E, sim, libertador!
Costumo dizer que mais do que nutrição, leite materno é amor líquido. Revolução em gotas. Sim, porque uma das chances de mudar o mundo está na possibilidade de criarmos nossos filhos com amor.
Viva la teta!

Michelle Prazeres, mãe do Miguel, é jornalista, pesquisadora e editora do blog Empreendedorismo Materno.

Amamentar é natural - @aleitamos

Saiba mais do Amamentar é natural:

Acreditamos que o leite materno é o melhor leite para o bebê e que mais do que uma fonte nutricional (que deve ser exclusiva até os seis meses e pode vir ser a principal até os dois anos) é amor líquido, oportunidade de vínculo e afeto e, por que, não, de momentos prazerosos.
Ainda que amamentar seja natural, é um processo para o qual a mãe deve estar preparada e precisa de todo apoio possível – desde seu companheiro ou companheira passando pelos familiares e até de profissionais especializados.
Em uma sociedade em que esta naturalidade é tão combatida pelos alimentos artificiais e pela medicalização do nascimento, queremos resgatar a verdade de que toda mulher pode amamentar.
Por isso, pretendemos formar uma rede de pessoas que compartilham destas ideias e que acreditam que contar histórias e trazer informações para outras mães, pais e famílias pode ser determinante para que outras histórias de amamentação sejam bem sucedidas e harmônicas.
Criamos esta página com o objetivo de compartilhar informações e depoimentos em um processo colaborativo.

Como você pode participar.
1) Enviando informações sobre o tema (de notícias a artigos acadêmicos) que possam contribuir.
2) Enviando imagens e registros de amamentação.
3) Enviando relatos e depoimentos de aleitamento.
4) Enviando perguntas, que vamos mobilizar a rede e profissionais capacitados para responder.
Ressaltamos que ainda que profissionais de saúde integrem esta rede não é nossa intenção aconselhar ou prescrever. Nossa intenção maior é informar e acolher as famílias e promover o aleitamento como algo natural.

Visite-nos no facebook.com/amamentarenatural e mande sua história!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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