bem estar / sororidade


cancer-de-mama-no-alvo-da-moda.jpgLevante a mão quem não teve uma das camisetas do câncer da mama no alvo da moda. Se você nunca usou a camiseta do IBCC, com certeza lembra de uma lenda urbana enviada por e-mail contando que o desodorante levava ao câncer ou outra coisa semelhante, porque o tema está no cotidiano. Passo eventualmente pelo IBCC no caminho para o escritório e penso na conscientização que esta campanha trouxe, ao mesmo tempo que reflito sobre os excessos que a medicina tem proposto.

Não bastasse o número de cirurgias plásticas estéticas e cirurgias bariátricas para emagrecer, descubro que calcula-se que 15% das mulheres com alto risco optam pela mastectomia profilática – isto segundo dados empíricos do mastologista do HC de SP Eduardo Vieira Motta. O número é bem expressivo, mas afeta somente uma parcela da população feminina, a que tem mutação nos genes BRCA 1 e 2. As mães de duas amigas minhas faleceram neste ano vítimas de metástases em decorrência de câncer de mama.

Segundo estatísticas elas, que foram mães e amamentaram recentemente (o aleitamento materno reduz o risco), teriam 65% de chances de desenvolver a mesma doença, mas basta ser do sexo feminino e viver até os 80 anos para ter 10% de chance de desenvolver este tumor. Números tristes e preocupantes, que fazem as mulheres pensarem a sério nesta tendência americana, surgida na década de 1990 com a descoberta dos genes mutantes.

Se você achou que o tema é muito feminino, pense nisto: mutações no gene BRCA1 predispõem a câncer de próstata (risco 3 vezes maior para seus portadores, em comparação com o risco populacional global) e câncer colo-retal (risco 4 vezes maior em comparação com o risco populacional global).

Você pode gostar também de ler:
Porque eu sou do lar com orgulho e muito prazer. E isso não me reduz,
[TW] Palavras de baixo calão, +18 Estamos vivendo um tempo de indignação, revolta, muitos para
Em sua noite de princesa, ela dispensou o príncipe e dançou
Eu sou mulher, tenho 26 anos, nasci e fui criada na periferia de São Paulo,
"Eu não vou ao cabeleireiro porque tenho cabelo ruim", esta frase foi dita por uma
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas