Quando “a moda pega”… viva o aluguel de bikes nas grandes cidades \o/

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Geralmente quando dizemos “se a moda pega” nos referimos a coisas negativas. Mas a “moda” do aluguel de bicicletas em metrópoles está pegando bem e nesta semana chegou a NY. O lançamento é parte do investimento da prefeitura no transporte sobre duas rodas que, nos últimos cinco anos, presentou os moradores com 560 quilômetros de ciclovias e neste primeiro momento, oferece seis mil bicicletas para empréstimo, distribuídas por 330 estações em Manhattan e Brooklyn – com planos de expansão para dez mil bicicletas e 600 estações, incluindo o Queens.

“A prefeitura [de Nova York] se baseou nas experiências de cinco cidades – Barcelona, Montreal, Paris, Toulouse e Washington – para elaborar o sistema Citi Bike. As bicicletas e o método de pagamento lembram os de Londres; os preços, os de Washington. Mas os maiores estudos foram em Paris, onde são comparáveis o tamanho, o turismo e o uso pesado dos transportes públicos.”

E para os que sempre acham que só no Brasil coisas ruins acontecem, vale ver isso:

“Até o lado negativo do programa parisiense (um dos maiores do planeta, hoje oferecendo 24 mil bicicletas) serviu de aprendizado: nos primeiros anos de Vélib, houve mortes de ciclistas e 80% das bicicletas foram roubadas ou danificadas.”

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O franceses usuários de bicicletas no cotidiano (e sem ciclovias, como podem ver neste vídeo que fiz na Rivoli) também erraram e aprenderam. Em Paris, apesar de ficar de olho nas bikes, não usei o empréstimo, mas no Rio eu tenho cadastro e já fiz uso, como contei no post Testei e aprovei as bicicletas do BikeRio. Apesar de ter me mantido mais nas ciclovias da orla carioca (mas andei fora delas também), eu continuo crendo que mais do que ciclovias (ciclofaixas), devemos trabalhar por uma mudança de postura no trânsito, de forma que ele inclua uma diversidade de pessoas e equipamentos de transporte.

Buscar uma integração (difícil, eu sei) terá mais valor a médio e longo prazo do que criar ciclovias por alguns motivos: cria um conceito interior que independe de leis e espaços diferenciados, proporciona que mais cidades (mesmo as que não poderiam ou precisariam arcar com ciclovias) se ajustem ao movimento ciclista e permite que vislumbremos um momento (no futuro) no qual poderemos usar as ruas da cidade junto com carros, motos e pedestres. Pensamos sobre este assunto nas entrevistas com bikers para pensarmos juntos sobre a disciplina para o ciclismo urbano.

P.S. Não sei se deveria me explicar, mas lá vai… Desde criança andar de bicicleta é uma paixão e quando morei no Japão optamos por não ter carro, usando a bicicleta como o principal meio de transporte. Aqui no Brasil, com filhos pequenos, não pude manter esta opção, mas continuo atenta ao tema e fã desta opção e ansiosa para meus filhos ficarem independentes para adotarem a prática comigo e com o pai.

Para ler outros posts sobre cicloaviativismo e ciclismo urbano, leia mais no @avidaquer:

[update] A gentil Marcie, do blog Abrindo o Bico, viu este texto e por Twitter me avisou do post que fez com todos os detalhes do Citi Bike. Quem quiser detalhes pode ver lá tudo o que precisa saber para pedalar as novas bicicletas de New York. A foto, empréstimo do post dela, mostra as bikes e os pontos de empréstimo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.