Uma coisa que a gente não vê mais: ‪#‎aletradaspessoas‬

Uma coisa que a gente não vê mais #‎aletradaspessoas

Março começou trazendo o inusitado para meu cotidiano digital: a letra das pessoas.

Parece mentira, mas em pleno 2015, com quase todo mundo usando celulares e tablets para fazer tudo, uma movimento saudosista fez do Instagram (e por conseqüência o Facebook, afinal no geral as pessoas postam nas duas redes) um repositório de fotografias que exibem manuscritos com a hashtag #aletradaspessoas e #‎minhaletracursiva.

Achei fofo porque surgiu de uma pessoa que conheço há anos e sei que é uma querida que realmente é adepta de #ideiasfeitasamao.

 

Dizem que a história foi assim:

A ilustradora e quadrinista carioca Clarinha Gomes viu a fotografia de uma lista de compras escrita a próprio punho, postada pela amiga virtual Juliana Freitas. Na sequência, Clarinha publicou em seus perfis no Facebook e no Instagram a seguinte mensagem: “Com toda a sua cadência, particularidades, incongruências e hesitações… Eu adoro a letra #aletradaspessoas”. A partir dos comentários e fotografias de seus próprios amigos, a iniciativa, que nunca teve a pretensão de se tornar um viral, ganhou força. Muitas vezes superproduzidas, as imagens trazem também histórias de infância, apoio ao movimento, discussões sobre o jeito de escrever e o desaparecimento de cartas e bilhetes pelo avanço das tecnologias.

Em uma entrevista, Clarinha disse que a agitação gerada por seu post vai além da aparência.

“Eu acho que é uma busca pelo afeto que se perdeu um pouco em tempos de mensagens eletrônicas. E também uma forma de expressar identidade, uma espécie de selfie, que é a onda do momento. As pessoas estão precisando se reencontrar”.

E você, aderiu ao movimento?

Nesta tarde, 4 dias depois do post da Clarinha, contei quase dez mil fotos no Instagram!

Viu um monte de escrita à mão no Instagram e não entendeu nada?   Veja como surgiu o movimento "Uma coisa que a gente não vê mais: #aletradaspessoas"

 

E trouxe duas de amigas minhas para mostrar para vocês e convidar todo mundo a contar como é a sua letra!

escrita à mão pitcanella

aletradaspessoas babifranzin

🙂

 

Quer um bom motivo para voltar a escrever à mão?

Estudos comprovam que a letra cursiva é boa para o cérebro. Alguns neurocientistas, como o canadense Norman Doidge, afirmam que a escrita cursiva, por exigir maior esforço de integração entre áreas simbólicas e motoras do cérebro, é mais eficiente do que a letra de forma para ajudar a criança a adquirir fluência e o adulto a mantê-la. Outra corrente de pesquisadores, entretanto, afirma que, se a cursiva desaparecer, as habilidades cognitivas específicas serão substituídas por novas, sem maiores traumas. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.