Aletiômetro

collage1.jpgEscrevi hoje sobre o filme A Bússola de Ouro, que assistimos em Curitiba na semana retrasada. Ao ler sobre a polêmica do filme, que discute a religião e questiona o controle social que a Igreja tem sobre as pessoas, soou anacrônico para mim. Mas enfim, as três obras de Philip PullmanA bússola de ouro, A faca sutil e A luneta âmbar, nas quais se baseiam os filmes (será uma trilogia também, ao que entendi) são contemporâneas de Harry Potter.
Recentes ou não, é inevitável pensar em Crônicas de Nárnia e O Senhor dos Anéis ao ouvir falar do filme. Aliás, em matéria da revista Época, li que o autor pretendia criticar o cristianismo (enrustido ou não) das obras de J.R. Tolkien e C.S. Lewis. Se foi isto ou a dificuldade de transpor a longa e complicada história para o cinema o que afetou a qualidade do filme, não sei julgar – porque não li o livro – mas o fato é que o filme não nos convenceu. Saímos da sessão com aquela interrogação da face, como quem diz: ué, acabou? E agora? Dizem que o filme, que tem todos os requisitos de um blockbuster, teve o sucesso abalado por boicotes de religiosos por se declarar ateu, mas não vejo que tenha sido esta a razão. Ele simplesmente não convence, nem aos adultos, nem às crianças. A idéia boa que sobra é a do aletiômetro (palavra que provém de Alétheia, verdade em grego, é o nome de minha cunhada Aletéia e os meninos acharam a semelhança genial), que foi chamado de bússola, mas na verdade é um medidor da verdade.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.