destaque / sustentabilidade
Vi uma pequena reportagem “ao vivo” num telejornal no #diadomeioambiente na qual a repórter conversava com um vendedor de água de coco que trabalha no Parque Do Ibirapuera. A conversa beirava o non sense pois os dois falavam sobre o uso do canudinho plástico para tomar a água de coco e em momento algum tocaram em temas realmente valiosos para o meio ambiente e nossa presença minimamente sustentável no planeta, como:
– o consumo consciente: nem todo passeio no parque precisa de água de coco, água do bebedouro ou mesmo da sua garrafa (de preferência não plástica, para durar mais e deixar menos rastro quando descartada, depois de muito reuso, espero!) hidratam também
– as áreas de plantação de coco: desculpa gente, os veganos e os naturalistas não falam disso, mas é impossível atender a demanda absurdamente crescente de “isotônico natural” sem algum prejuízo ao meio ambiente, ta?
– o transporte do coco: sabemos que o coqueiro não é paulista*… veio de algum lugar, provavelmente distante, trazido por caminhões que usam diesel poluente, parte uma cadeia que a gente sabe que envolve desde “trabalho análogo ao escravo” (do catador de coco ao motorista de caminhão) até prostituição infantil nas estradas. Quanto de bem sua “água de coco” faz ao seu redor?
– a garrafinha de plástico: claro, porque hoje em dia, não se pode mais tomar água de coco no coco em lugares civilizados, a gente precisa que o tio da barraca fure o coco super geladinho, sirva numa garrafa de plástico novinha e encha até dar a quantidade, depois coloque o canudo plástico (que tem que vir embaladinho num outro plástico, por higiene) e nos dê a tampinha, para podermos guardar caso a gente não tome tudo de uma vez só!
Então, gente, é para pensar, né?

Eu acho bonito proibir os canudinhos, mas a conversa precisa ser muito mais profunda e a mudança de comportamento também!

*O coco não é paulista, mas a gente sempre bate recordes de consumo. A Bahia é o maior produtor do Brasil, com safra em torno de 600 milhões de frutos. No Ceará, são cultivados 47 mil hectares de coqueirais
P.S. A Embrapa tem alguns materiais e notícias sobre a busca por soluções sustentáveis na cadeia produtiva do coco. Em 2017, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, que promove com parceiros o projeto “BRASCOCO – Geração, aprimoramento e transferência de tecnologias para a produção sustentável de coco”, realizou o Seminário sobre Manejo Sustentável para a Cultura do Coqueiro, em Aracaju, SE, uma das regiões que também tem esta atividade como importante na encomia regional.
Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas