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25 de maio é também o Dia Internacional da África e foi a data escolhida pelo Museu Afro Brasil para dar início à exposição African Africans

African Africans é a continuação do desfile promovido pelo Museu Afro Brasil durante o último SPFW, evento que trouxe trabalhos de cinco estilistas do continente para o Brasil. 

SHO 515 Egg Fight ‘, de Yinka Shonibare (Foto: Stephen Friedman Gallery/Divulgação)

Agora os visitantes poderão ver obras de diferentes países em plataformas variadas que incluem instalações, vídeos e esculturas. mostra contará com cerca de 100 obras de arte contemporânea assinadas por mais de 20 artistas africanos. 

 
As obras fazem parte do acervo do museu e da coleção particular do diretor curatorial, Emanoel Araujo.

O artista plástico baiano está no Museu Afro Brasil desde 2004, para onde foi depois de 10 anos como diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Emanoel nasceu numa tradicional família de ourives, aprendeu marcenaria, linotipia e estudou composição gráfica na Imprensa Oficial de Santo Amaro da Purificação. Em 1959 realizou sua primeira exposição individual ainda em sua terra natal. Mudou-se para Salvador na década de 1960 e ingressou na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA), onde estudou gravura. 

  
Foi premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália, em 1972. No ano seguinte recebeu o prêmio provindo da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor gravador, e, em 1983, o de melhor escultor. Foi diretor do Museu de Arte da Bahia (1981-1983). Lecionou artes gráficas e escultura no Arts College, na The City University of New York (1988). Expôs em várias galerias e mostras nacionais e internacionais, somando cerca de 50 exposições individuais e mais de 150 coletivas. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição Autobiografia do Gesto, que reuniu obras de 45 anos de carreira.

Market Intrigues’, de Ablade Glover (Foto: Jonathan Greet/Divulgação )

A programação de African Africans ainda conta com um encontro aberto hoje, 26 de maio, no qual os artistas estarão presentes a fim de debater o tema da exposição, além de abordar questões que envolvem a criação das obras e a própria cultura africana.

  
O Museu Afro Brasil (MAB) aborda a cultura e influência africana na sociedade brasileira e funciona desde 2004 no Pavilhão Manoel da Nóbrega, edifício projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em dezembro de 1953.

Em seus 11 mil m2, o MAB tem uma acervo de mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje. O acervo abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

  
O Museu exibe parte do seu Acervo na Exposição de Longa Duração, realiza Exposições Temporárias e dispõe de um Auditório e de uma Biblioteca especializada que complementam sua Programação Cultural ao longo do ano.

O Museu Afro Brasil fica na Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 10, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP. Está aberto de terça a domingo, das 10h as 17h.  Informações 11 3320-8900 ou no site museuafrobrasil.org.br. d


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