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Lembram-se que andei falando, cansativamente, sobre #afrobetizar a educação? Indiquei aqui projetos como o Identidade, cursos da cultura afrobrasileira e até mestrado para professores neste sentido. Perguntei: quantos professores negros você teve?

E continuo tocando neste tema importante, a representatividade. Acompanhando também. Foi assim que soube que os alunos da Escola Estadual prof Isabel Vieira de Serpa e Paiva realizaram a feira cultural Africanidades para mostrar as influências africanas no esporte, na cultura e religião do povo brasileiro.

Para promover o cumprimento da Lei 10.639/03 e reforçar a presença de África nas instituições de ensino, a Coleção Afreaka será distribuída gratuitamente em 1800 escolas públicas de 240 cidades de São Paulo.

A coleção é composta de:

  • Volume 1 – Mídia, Literatura, Arte, Grandes Impérios e Identidade
  • Volume 2 – Línguas, Autenticidade, Sustentabilidade, Tecnologia e Filosofia
  • Volume 3 – Grafite, Sociedades Tradicionais, Música, Dança e Grandes Cidades
  • Volume 4 – África nas Escolas – sugestão de atividades e exercícios para a sala de aula.

O objetivo é que as publicações possam servir como uma fonte de conhecimento didático sobre as sociedades africanas, suas culturas e formas de expressões artísticas atuais!

revista-afreaka-sobre-cultura-africana

No lançamento do projeto, ontem, participaram de uma mesa redonda o antropólogo congolês Kabengele Munanga e o historiador maliano Mahfouz Ag Adnane.

Que bonito, Sam, mas como não tem almoço grátis, quem paga este volume de material impresso “gratuito”?

Segundo li, a coleção foi contemplada pelo Edital Proac Publicações Culturais da Secretaria de Cultura. A distribuição e divulgação da revista será feito em parceria com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Fundação Rosa Luxemburgo e Baobá Comunicação e Cultura.

😉

(sim, estamos de olho sempre!)

Deixo aqui a dica para quem tem vontade de levar este conteúdo para sua escola, bairro, igreja, comunidade. E, claro, quem sabe se ele inspira outros projetos similares?

O Afreaka é um projeto de mídia alternativa, educação e produção cultural que traz um lado pouco conhecido do continente africano no Brasil, fugindo dos estereótipos como fome, pobreza e passividade, e cobrindo as expressões coletivas e individuais das culturas locais – tendências, música, literatura, arte, culinária, arquitetura etc.

Fundado pela jornalista Flora Pereira e pelo designer Natan Aquino, o projeto teve início em 2012. Quatro anos depois, o Afreaka tem mais de um milhão de acessos e 50 mil seguidores nas redes sociais. A equipe cresceu e o projeto vem experimentando, além da área da comunicação, interlocuções com os campos da educação e da produção cultural, trazendo a África ainda mais pra perto do Brasil.

Veja abaixo alguns conteúdos deles:

Conheça as esculturas de Pau Preto, típicas do sul da Tanzânia e Norte de Moçambique!

Dicas sobre o que se fazer no Senegal!

O romance histórico do jornalista e escritor Abner Laurindo. São 172 páginas de tirar o folego contando a saga da origem da capoeira, da resistência dos negros à escravidão e a formação dos primeiros quilombos.

Feita na África, por africanos e para os africanos – esse era o sonho dos criadores da Bamboo Bikes, uma organização que nasceu em 2009 para pensar em um modelo de transporte sustentável, de alta qualidade e ao mesmo tempo acessível para os trabalhadores rurais de Gana.

Conheça a impressionante arte em areia senegalesa!

Visando facilitar a comunicação e intercâmbio de habilidades e técnicas entre profissionais da emergente indústria musical, nasce o projeto AMDP – African Music Development Programme ou Programa de Desenvolvimento de Musica Africana.

E olha, são um radar para outros locais:

 

Quer saber mais sobre o tal edital?

O ProAC apoia financeiramente projetos artísticos, selecionados por meio de Editais. Diversas expressões culturais são contempladas pelo programa em Editais específicos, entre elas: teatro, dança, música, literatura, circo, artes cênicas para crianças, festivais de arte, audiovisual, museus, diversidade e artes visuais.

Informações podem ser obtidas na Unidade de Fomento e Difusão da Produção Cultural – UFDPC da Secretaria de Estado da Cultura. Rua Mauá, 51 – Sala 205 – 2º andar – Luz – CEP: 01028-900 – São Paulo – SP. Horário de atendimento: 13h às 17h. Fones: (11) 3339-8275 e (11) 3339-8226.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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