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O ruim da polarização das notícias é que as outras coisas importantes do nosso dia-a-dia são deixadas para trás, como se não fossem importantes para a população.

Mesmo com a chegada do outono, ainda estamos em grande parte do país com temperaturas acima de 20˙C, estamos sob o risco da epidemia das doenças virais. Dividi o texto em partes, pois acho que além de falarmos sobre os repelentes é interessante conhecermos um pouco mais sobre o vetor da doença e chegamos a triste conclusão que se houve uma política justa de saneamento básico, possivelmente não teríamos tão em risco como nos dias atuais.

O continente americano está em alerta geral devido a epidemia de doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor de quatro doenças, febre amarela, dengue, chikungunya e da zika.

A origem

O mosquito é proveniente do Egito, cruzando os oceanos por meios de navios negreiros, a primeira vez que o vetor foi descrito cientificamente foi em 1762, mas o nome só oficiado em 1818, que é uma derivação do grego ‘odioso’, ‘desagradável’ e do latim ‘do Egito’.

Os primeiros relatos de dengue no Brasil são do final do século XIX, em Curitiba e no início do século XX no Rio de Janeiro, em 1955. O Brasil erradicou o mosquito, em 1967 verificou-se o retorno do mosquito e atualmente o mosquito está presente em todos os estados brasileiros.

No meio do século passado a maior preocupação era a transmissão da febre amarela urbana, hoje nossas atenções estão voltadas para a Dengue, Zika e Chikungunya.

 

Fonte: OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias nacionais

Fonte: OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias nacionais

Dengue o que é:

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

Dengue Sintomas:

Geralmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Chikungunya o que é:

A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Chikungunya sintomas:

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito.

Zika

O vírus Zika é um vírus recente, transmitido pelo mosquito que foi inicialmente identificado no Uganda, em1947, em macacos Rhesus, através de uma rede de monitorização da febre amarela selvagem. Posteriormente, foi identificado em seres humanos, em 1952, no Uganda e na República Unida da Tanzânia. Têm-se registado surtos da doença do vírus Zika em África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico.

Zika sintomas:

O período de incubação (o tempo que decorre desde a exposição até aos sintomas) da doença do vírus Zika não está estabelecido, mas é provavelmente de alguns dias. Os sintomas são semelhantes a outras infecções por arbovírus, incluindo o dengue, e são a febre, erupções pele, conjuntivite, mialgia, artralgia, mal-estar e cefaleias. Estes sintomas são, normalmente, ligeiros e duram 2-7 dias.

Durante grandes surtos na Polinésia Francesa e no Brasil, respectivamente em 2013 e 2015, as autoridades sanitárias nacionais comunicaram potenciais complicações neurológicas e auto-imunes da doença do vírus Zika. Recentemente, no Brasil, as autoridades sanitárias locais observaram um aumento das infecções pelo vírus Zika no público em geral, assim como um aumento nos bebés nascidos com microcefalia no nordeste do Brasil.

 

O nome Aedes Aegypti é uma derivação do grego ‘odioso’, ‘desagradável’ e do latim ‘do Egito’.

Prevenção:

Os mosquitos e os seus locais de proliferação representam um significativo fator de risco para a proliferação do mosquito. A prevenção e o controle dependem da redução dos mosquitos através da redução das fontes é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança.

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Referências:

Fiocruz: http://auladengue.ioc.fiocruz.br/

Ministério da Saúde: http://combateaedes.saude.gov.br/tira-duvidas

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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