Adesivo no carro, é um risco ou uma alegoria às escolhas do condutor? #dirigebonito

“Preferência musical, orientação religiosa, esporte favorito. As estampas adesivas também podem representar símbolos de grande importância para o condutor.”

Já tive esta conversa diversas vezes com amigos, mas foi com Cybele Meyer (do blog Educa Já), no nosso tempo de parceria no Mãe com filhos, que esmiuçamos de fato os riscos de colocarmos nossas vidas à vista personalizando o carro da família. E foi ela quem hoje compartilhou comigo o link para o post no De Carona Com Elas sobre personalização de carros. Minha preocupação estava descrita lá:

Para muitos o adesivo pode representar um perigo. “Eu tinha um, mas percebi que as pessoas reconheciam o meu carro, aí resolvi tirar. Tive medo de ficar marcada”, confessa a publicitária Gabriela Cordeiro. A jornalista Maria Clara Machado aponta ainda um agravante: “Perceber através do autocolante que o veículo é de uma mulher aumenta as chances de abordagens criminosas”.

Eu nunca personalizei os carros. Quando tive meus filhos era moda aquele adesivo “Bebê a bordo” ou “Fulaninho (com as letras do nome para montar) a bordo”, mas nunca usamos e desde aquela época eu acho que dizer que temos crianças pequenas nos deixa vulneráveis para assaltantes. Da mesma forma hoje creio que um adesivo com uma “menina” sozinha e animais de estimação, por exemplo, deixa claro que ela estará só no volante quase sempre.

Hoje soltei este tema em conversa no Facebook e Twitter e foi interessante perceber quantos amigos concordaram comigo:

“Com um simples adesivo seu carro fica diferente de todos os outros e pra alguem marcar sua rotina ou te identificar só olhado o carro é muito simples…”, disse Simone Sterpeloni, autora do blog Autozine.
“Eu não gosto de nada que mostre quem está dentro do carro… acho perigoso adesivos do tipo “bebê a bordo” ou muito femininos, que confirmem que é um carro de mulher”, corroborou Daniela Ohuti (@doduti). 

E você, leitor, o que acha? Seu carro tem elementos de personalização? Terá fundamento nossa preocupação ou estamos só exagerando com uma neurose de cidade grande?

P.S. Quando eu e meus irmãos éramos pequenos, lembro que minha mãe tinha na sua Caravan um adesivo do Garfield que dizia: “Conheça a vida selvagem: tenha filhos“. Era perfeito para quem conduzia 4 crianças! (risos)

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Comentário de Tânia Nacamura no Facebook: “Meu marido é militar e diz sempre que isso é um risco real. Muitas pessoas de má fé se utilizam dessas informacoes pra praticar atos ilicitos. Infelizmente, temos que pensar em todas as possibilidades. E a segurança vem em primeiro lugar.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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