destaque / relacionamentos

  
Basta passar por uma situação muito difícil, estressante ou problemática que o corpo fica diferente: a cabeça dói, o resfriado aparece, a digestão se complica, a respiração fica difícil ou a pele se enche de alergias. 

Muita gente não junta as pontas e acha que é coincidência, mas pode ser um processo chamado pela medicina de somatização, ou seja, a transferência para o corpo do que deveria ser vivido e suportado apenas na mente.

Segundo os profissionais que trabalham com a medicina psicossomática, todas as pessoas acabam provocando mudanças no corpo ao enfrentar determinadas situações emocionais, principalmente as que produzem stress e ansiedade. O que muda é a intensidade e a freqüência com que isso acontece – de eventos ocasionais a transtornos repetitivos, que acabam se tornando crônicos.

Como acontece?

Cada vez que uma pessoa não consegue suportar no plano psíquico uma situação, ela acaba produzindo ou agravando sintomas e doenças que se manifestam no corpo. Palpitações, gastrite e dores de cabeça estão entre os sintomas mais comuns, mas a somatização pode deixar o organismo com menos defesas para doenças sérias, como câncer, além de prejudicar a recuperação de uma cirurgia, por exemplo.

“O stress e a ansiedade são os principais fatores que acabam por influenciar no aparecimento, na manutenção ou repetição de uma doença física, porque eles alteram o funcionamento de vários sistemas do nosso organismo”, explicou numa entrevista o psiquiatra Carlos Andrade, diretor-científico do Comitê de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

E tem jeito?

Claro! É possível controlar e até mesmo evitar que isso aconteça. Mas a receita, que não é fácil e muito menos rápida, inclui o autoconhecimento, a descoberta de válvulas de escape e uma mudança na maneira de encarar os problemas e reagir a eles – de preferência com acompanhamento de um psicoterapeuta.

Cuide-se! Ame-se! 🙂 


Comments

  1. Anamaria Mendes Says: fevereiro 4, 2016 at 5:28 pm

    Os primeiros anos viajando a trabalho para Belém eu sempre caia doente. Além do ritmo intenso de trabalho e noites mal dormidas, o emocional pois era para onde meu pai já falecido viajava a trabalho, além disto, depois tive que aprender a deixar filho pequeno por 10/12 dias seguidos. Ao longo dos anos aprendi a lidar com estas emoções.
    É realmente impressionante a ligação das emoções com nossa saúde

Comments are closed.

Estatísticas