sustentabilidade

“Na verdade, ela [a educação ambiental] é transversalizada. As questões têm que fazer parte de todas as discussões. Nada impede que uma escola tenha um programa de educação ambiental. As crianças sabem da obrigação de cuidar do planeta”
Fernanda Daltro, coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A educação ambiental é fundamental para que o cidadão adote a coleta seletiva e, embora não esteja formalizada nos currículos, muitas escolas já têm adotado a matéria em seus programas. Mas não é suficiente a escola ensinar, é preciso que em casa a gente torne as menores práticas hábitos arraigados e indissolúveis de um comportamento cidadão que desejamos incentivar em nossos filhos. Prá variar, começa com a gente.

Registrei abaixo, em fotos que tenho tirado no cotidiano, três atitudes que eu tenho tomado.

Acostumar a levar sempre sua coleção de sacolas retornáveis (as não descartáveis, que você usa e reusa muitas vezes) como esta que ganhamos da comadre @smiletic e carrega até 15 kg de compras. O legal deste modelo, sobre o qual Simone já escreveu, é que são duas sacolas grandes, que se prendem uma à outra e ao carrinho, deixando as compras já organizadas para ir para casa, facilitando até o trabalho de guardar tudo nos armários depois.

Não descartar óleo de cozinha usado na pia, adotando um recipiente onde possa reunir uma quantidade razoável (como esta da foto, que é uma bombona que uma ONG, a Trevo, recolhe e troca aqui no meu condomínio) que poderá ser utilizada por cooperativas para produção de sabão e outros produtos. E recolher o óleo não só ajuda comunidades como preserva o meio ambiente, afinal, 1 litro de óleo de cozinha polui 20 mil litros de água!

Reduzir o consumo de descartáveis. Sempre que a marca que você gosta de usar criar uma alternativa menos descartável ou de reuso (como as garrafas retornáveis de Coca-Cola) ou as latinhas que, bem ou mal, tem alto índice de reciclagem no Brasil, faça esta opção. Com sua escolha você estará forçando o mercado a mudar suas práticas – e tem forma mais inteligente de conseguir o que a gente quer que seja feito? É uma revolução silenciosa, mas que tem efeitos e resultados quase garantidos.

E aí, na sua casa, você tem outras práticas bem simples para adotar no cotidiano?

P.S. O papel da sociedade na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é fundamental. O MMA prevê uma campanha de consumo consciente por ano. Segundo Fernanda Daltro, o próprio ministério percebu que não será suficiente. “A campanha Saco é um Saco foi um grande sucesso, com todo mundo falando. Nós temos um departamento de produção e consumo sustentável que vai estimular os consumidores e o setor produtivo a desenvolver novos padrões, com menos impacto no meio ambiente.”

[update] Lendo a réplica (ou continuação) do post feito por @lunaomi aqui, eu lembrei porque nunca falo em fazer sabão em casa… Minha bisavó se casou 4 vezes e no último casamento teve uma única filha com o marido, Miguel, um viuvo que já tinha uns 10 filhos (e minha bisa terminou de criar com carinho). A filha em comum morreu tragicamente num acidente doméstico, minha bisavó fazia sabão caseiro num tacho enorme (no sítio, sabe, tipo no quintal) e a menina, de uns 3 a 5 anos, quis colocar lá umas folhas para imitar a mãe. Só que o sabão, gosmento, a puxou e ela foi queimada, num acidente tão grave que lhe minou a resistência e tirou a vida em poucas horas. Claro que não aconteceria hoje, nem comigo, nem com vc, mas sempre que penso no assunto me sinto uma menina pequena ouvindo a história da tia-avó sabem?
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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