destaque / relacionamentos

Achei que tinha aprendido isso nas inúmeras mudanças de cidade da minha infância, acompanhando meu pai, que a cada 2 anos tinha uma nova agência bancária do interior para “botar nos eixos”. Depois com minhas avós, que perdi com intervalo de meses acometidas respectivamente de um derrame e um infarto.

Foi quando meu filho, então com 5 anos, virou uma bola na boca de um pitbull quando passava férias sem mim que eu acordei para todos os abraços que podia ter dado. Na viagem que fiz, enquanto a cirurgia que lhe salvou a vida acontecia, eu só pensava nos seus bracinhos me abraçando o pescoço e pedindo para não largar nunca mais.

Depois disso perdi amigos que me fazem falta quase todo dia (a cada nova série que iam adorar ou criticar, a cada tarde de sol no Ibirapuera) e agradeço por ter dado aquele abraço, feito aquela ligação longa quando não podia ir, tuitado conversando com eles em várias madrugadas.

E é por isso que tento viver cada dia como se fosse o último, porque se não for, com certeza é o único. Não há duas ocasiões iguais, cada momento em que escolhemos amar alguém é incomparável.

Então, se seu pequeno pedir para abraçar mais forte e mais uma vez, se sua amiga apertar mais o laço de um abraço, se seus velhinhos estiverem com aquele olhar de quem precisa de um pouco mais da sua presença, não se apresse. Aproveite e viva aqueles segundos extraordinários. Dê-se essas pequenas alegrias e se fortaleça nos abraços e nos encontros.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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