Prioridade de abertura ou do obturador? Como fazer bonito nas fotos com pouca luz #smartcamera

Meu desafio nesta semana – e o final da série na qual testei recursos da Samsung #smartcamera – foi fazer fotos com pouca luz. Quando recebi o convite da semana (gentilmente os desafios nos foram enviados sob a forma de convite, uma cortesia que faço questão de agradecer), pensei comigo: mas a luz certa é minha alegria ao fotografar!

O que pode parecer uma satisfação da minha parte, não é exatamente… Desde muito cedo compartilho com minhas irmãs Sheron e Tiffany a “mania” de fotografar. Coisa de japonês, dirão alguns, e eu não discuto: de fato este olhar para a imagem é uma característica forte nos orientais. Mas na nossa simbiose familiar fazer fotos ao por do sol ou amanhecer sempre foi uma “coisa da Sheron”, assim como a Tiffany sempre gostou de belos portraits de família e fotos de pessoas em primeiro plano.

Eu gosto do ângulo diferente, sempre fiz contorcionismo para tirar as fotos do jeito que imaginei. No começo desta semana fiz isso novamente no Centro Cultural Banco do Brasil, onde estive para uma visita guiada e quase particular à exposição Impressionismo Paris e a modernidade. Não podemos fotografar as obras-primas do Musée d’Orsay que compõem a belíssima exposição, mas não resisti e aproveitei que estava no subsolo, onde ficava o cofre da antiga agência bancária e consegui autorização do guarda para fotografar os detalhes da estrutura das portas que guardaram riquezas que apenas imaginamos.

Claro que usei recursos da câmera para fazê-lo bem.

O filhote está quase dormindo na luz baixa do quarto e você quer registrar o momento sem assustá-lo com flash? Regule a máquina!

Atualmente, com tantas câmeras digitais, poucos se atentam aos detalhes manuais que podem render fotos completamente diferentes e por isso mesmo mais bonitas, com mais personalidade. Um dos instrumentos para se alcançar estes efeitos é fazer uso da velocidade do obturador.

Nunca ouviu falar? Pois é um conceito bastante simples: a velocidade é o tempo que o diafragma ficará aberto, expondo o sensor (ou, antigamente, o filme), numa equação que nos mostra que quanto mais tempo, mais luz entra. Em contrapartida, se você deixa menos tempo, menos luz entra.

Um usuário avançado observa nas fotos detalhes que tratam disso e aparecem sob a forma de números: caso o sensor seja exposto à luz durante 1/100s, a câmera vai mostrar “100”. Se o tempo de exposição aumenta, passando de 1 segundo ou mais, a câmera mostra 1’, 2’, 3’ e assim por diante.

O grande desafio é fazer fotos sem tremer! Pois é, mão firme ou bom tripé são fundamentais caso se use o tempo de abertura do obturador como artifício para as fotos em momentos de pouca luz nos quais não queremos ou não podemos usar o flash, pois o movimento da própria câmera pode tremer a imagem em velocidades mais baixas! Por outro lado, com o tempo começamos a criar com estes artifícios e podemos começar a usar a velocidade alta para captar objetos que estão se movimentando como se estivessem parados.

Ainda que de forma bastante rudimentar, fotografei o mesmo amanhecer priorizando a velocidade e a abertura. O modo de prioridade de abertura permite controlar o diafragma da câmera enquanto o sistema automático cuida da velocidade de disparo, alterando a profundidade de campo da fotografia.

Nesta manhã usei outro artificio para, finalmente, começar a fazer registros das manhãs por aqui. Me surpreendi quando fui à janela de casa hoje, ainda antes das 6h, e me apercebi de que nunca tinha feito fotos da paisagem que meus filhos insistem que lembra a “árvore do Totoru”, o personagem de um dos primeiro longas de animação de Hayao Miyazaki a fazer sucesso no ocidente, filme pelo qual temos imenso carinho e que tem uma estética visual inusitada e linda. Uma praça que fica a cerca de 200m de nosso condomínio tem a copa que lembra a árvore que acomodava crianças e personagens imaginários num verão japonês.

🙂

Gostou? As fotos (fora das montagens, para verem uma a uma) estão nos álbuns no Facebook e Google+. E leia os posts com outros testes da câmera: Aproximando os momentos sem atrapalhar nem fazer feio na cenaQuando a arte exige talentos especiais dos fotógrafos de final de semana e Filtros artísticos comunicam sentimentos #smartcamera.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.