A vida

Mas que coisa bonita
Perceber que a vida
Em vez de fazer fita

Taí,
na vida
na luta
na labuta

Ao lado da gente que
Mesmo criando a coragem
Suando a camisa

Não sente
a brisa
a bruma
a espuma

Da danada da vida
tão nossa,
todo dia
cada dia
novo dia

Pronta pra ser
vivida
lida
relida

Que coisa mais bonita…
a vida.

P.S. Este poema de pernas e braços mancos foi escrito por mim em 1990, acho. Coisa de adolescente, escrito no meu diário e depois transcrito na minha agenda. Lembro que algumas amigas o copiaram e deve ter outros “donos” por aí. Passei dias na casa da minha mãe e ele estava impresso, no meu caminho, num painel com fotos que minha irmã fez para nossa mãe no seu aniversário de 50 anos.  Apesar da falta de qualidade, retrata um momento da minha vida e ainda uma realidade que está no meu coração: a esperança da vida como força motriz capaz de se reinventar e recomeçar, como a fênix que meus filhos tanto apreciam. Dedico-o hoje em especial a um colega virtual que está passando por um “recesso pessoal” e nos privará por uns tempos de seus escritos, na expectativa que o recesso seja breve e lhe dê forças e inspiração para um 2008 benfazejo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.