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Nesta noite, viramos numa das curvas das ramblas daqui e falamos em uníssono:

– Nossa! Que lindo!

A vontade era uma só: parar e aproveitar o horário em que o azul do céu encontra com o azul do “mar”.

Por estar bem ao sul e perto do polo, Montevideu é daquelas cidades nas quais escurece muito tarde no verão. Só depois das 21h a gente sente a luz realmente reduzir é isso é um convite para ficar ao ar livre até bem tarde.

Hoje passeamos em muitos locais da capital uruguaia, da Cidade Velha à região do Estádio Centenário, confirmando que a vida daqui é realmente boa.

A comida não é pesada, a bebida é boa e moderada, há incentivo e vontade de estar ao ar livre, em movimento, a despeito (ou até por conta) do vento que não deixa a gente parar para pensar. 

Claro que aquela conversa dos textos sobre turismo de que “a vida acontece nas ramblas” é tão “universal” quanto a ideia do “Estilo Ipanema” como o jeito de viver dos cariocas. A rambla é a Zona Sul, mas mesmo cientes disso, amamos o belo, né? 

  
Nas minhas buscas de ideias para o roteiro dessas férias em família eu li um texto (salvei no Evernote e não sei mais onde vi!) que dizia algo que agora eu entendo:

“É para ali que eu sempre volto, às vezes em sonhos. Para ver o pôr do sol. Para caminhar sem rumo e sem pressa. Para ver gente. Para não ver gente.”

🙂 

Curiosidades das ramblas montevideanas:

– A palavra vem do árabe ramla, que significa “leito de rio seco”) e definiria um tipo de rua larga e com grande movimentação de pedestres típica da Espanha. A mais conhecida das ramblas é Las Ramblas, ou La Rambla (Les Rambles, em catalão), que liga a Praça da Catalunha ao Porto Velho, em Barcelona, na Catalunha.
  
– Segundo o blog Viver Uruguay, o pedaço mais visitado pelos turistas é o que corresponde a orla de Pocitos e Punta Carretas. Muita gente não visita às ramblas na parte mais antiga da cidade e acaba perdendo um bom passeio.

  
Nós escolhemos uma área residencial para viver uns dias na capital uruguaia e por isso nossa Rambla favorita acabou sendo a México, em Punta Gorda, pela proximidade. Mas visitamos várias delas e são encantadoras.

Por enquanto, a decisão de fazer Turismo de Empatia nos nossos vizinhos foi a melhor para começar 2016 com o que gostamos: mesa farta, coração generoso, acolhida garantida, paz e segurança, além do céu e do vento que só podem significar o melhor “feng shui”! (risos)

E de quebra inspiramos todos, pais e filhos, a repensar o cotidiano e lapidar conceitos antes de voltarmos à rotina. 

De cada viagem assim, voltamos mais ricos na nossa interioridade e cada vez mais despojados no nosso lado material. É uma conta que me agrada muito!

🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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