A versão brasileira do Humans of NY é um concurso do Festival do Minuto

Quem nunca se encantou com cenas cotidianas que presenciou ou com histórias que ouviu de desconhecidos e que mereceriam um registro para a posteridade?

Vi um registro que a jornalista Mari Campos (editora do blog Pelo Mundo e autora do livro Sozinha Mundo Afora) com cenas da sua viagem pela Índia, citando o projeto Humans of NY) e me lembrei que a ideia está no Brasil também, numa parceria do Festival do Minuto com o Museu da Pessoa.

O projeto “Humans of New York” foi criado em 2010, por Brandon Stanton, um fotógrafo iniciante que, após viajar por várias cidades dos Estados Unidos, parou em Nova York e encontrou personagens para suas fotos.

Além das imagens, as pessoas fotografadas também compartilhavam pequenas histórias e pensamentos, que eram postados, primeiro, no perfil pessoal de Brandon, no Facebook e depois, em uma página específica do projeto. Como o volume das fotos era muito maior do que um álbum comportava, ele criou um blog para abrigar todas as suas histórias.

(Como não se identificar, ne?)

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Hoje, a página do “Humans of New York” no Facebook tem quase 10 milhões de fãs, suas histórias foram reunidas em um livro que se tornou best seller do New York Times, e seu projeto se tornou referência para outras pessoas. Há mais de 200 sites com a mesma proposta!

Versão brasileira, Festival do Minuto

Assim surgiu a versão brasileira. O Festival do Minuto viu nesta ideia um grande potencial para vídeos com histórias que podem ser contadas em até um minuto. Os trechos das entrevistas de Brandon nos mostram histórias únicas de pessoas reais, de humanos que vivem em uma mesma cidade e são tão singulares na multidão. A curadoria do Festival do Minuto espera receber vídeos que tragam essa sensibilidade no olhar de quem está atrás da câmera, seja ela uma super pro ou um smartphone.

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O nome é menos direto (pelo menos para mim, acho esta de deixar reticências no nome muita indefinição para um projeto diferente, preferia “Humanos do Brasil” de uma vez) mas desejo sucesso ao “Humanos de…”, parceria do Festival do Minuto com o Museu da Pessoa.

O museu virtual e colaborativo que reúne histórias de vidas foi fundado no mesmo ano do Festival, em 1991. E este concurso junta os dois num objetivo que têm em comum lá o cerne: o de “registrar, preservar e transformar em informação histórias de vida de toda e qualquer pessoa da sociedade”.

Quem já curtia a ideia de fazer parte do Festival do Minuto, agora tem uma motivação extra: os vídeos do concurso comporão uma coleção virtual no site do Museu da Pessoa.

Como participar

O concurso aceita até participações internacionais e as inscrições podem ser feitas até 30 de novembro de 2014 no site do Festival do Minuto. Os melhores vídeos selecionados pela curadoria receberão o Troféu Minuto e, dentre eles, o escolhido pelo voto do público será contemplado com o Troféu Minuto + R$1.000 pela colocação.

Festival do Minuto

O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais indistintamente.

Do Brasil para 50 países!

A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel), Beto Brant (O Invasor) e Tata Amaral (Um Céu de Estrelas, Antônia).

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Valeu, pessoal!


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.