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pessoas invisíveis

Dia desses, acompanhando a timeline da Samanta Shiraishi, me deparei com uma matéria que dizia que mulheres a partir de uma certa idade se tornam invisíveis. Algo bem forte, concorda? Mas, é uma realidade.

O conceito de velho está ligado a obsoleto
Em uma conversa no final de semana com minha amiga e seu irmão, eles na casa dos 30, o Rodrigo disse: – “quando eu era criança, eu imaginava alguém com 30, como alguém bem idoso. ”  E isso veio a calhar com a minha ideia de post. Meu comentário na postagem da Sam gerou o convite para eu vir colaborar no blog.

Na cabeça da maioria das pessoas, só o que é novo, jovem é bonito e aceitável. Nós da comunicação também temos culpa porque reforçamos isso, ou melhor, reforçávamos. Hoje em dia consumidor não aceita mais a imposição de padrões e só se identifica com marcas que sejam próximas de sua realidade, valores e crenças.

Voltando ao assunto que motivou o post, a autora afirma que mulheres a partir de 50, 55 anos passam a não ter mais valor à sociedade, tornando-se invisíveis. Vemos isso acontecer aos montes, em todas as áreas, principalmente em áreas que a beleza está em evidência como entretenimento, moda, entre outras. As pessoas associam a terceira idade com incompetência, perda de conhecimento, nos deixam de canto.

As mudanças da idade
Uma coisa é certa, a gente muda sim, o organismo muda, então é preciso manter-se saudável, com mais horas de sono, mas tirando isso, tudo é muito bom. Eu fiz 50 anos em maio deste ano. Apesar de o número assustar, não mudou em nada a minha maneira de ser e o meu interesse pela vida e em agregar conhecimento. Tenho a sorte de ser sócia de uma agência, o que me permite estar em evidência na minha área em minha cidade e região, ao mesmo tempo que o entrosamento com os jovens da agência torna o trabalho e o ambiente perfeito. Entendo que a junção do meu conhecimento, com as novidades e os novos olhares deles, permitem os bons resultados em nossos trabalhos.

Mas, sei que sou exceção. A maioria da minha idade está partindo para o plano B de dar aulas, como uma forma de renda, porque realmente é vista como ultrapassada, incapaz de aprender e evoluir.

Quem assistiu a série Feud, viu exatamente isso, duas atrizes talentosíssimas, jogadas à escanteio porque estavam velha para a indústria do cinema. A série é sobre a rivalidade histórica entre Joan Crawford e Bette Davis e a união delas mesmo assim para continuar a estarem em evidência. No papel de Joan está Jéssica Lange, também uma ex-beldade de muito talento, agora já mais velha e Susan Saradon, como Bette Davis (considerada talentosíssima, mas feia). Cada uma a seu jeito tendo que lutar para mostrar que ainda tinham valor e podiam dar o melhor de si em suas carreiras.  As atrizes, assim como as originais,  simplesmente arrasam, sugiro que assistam a série. Raras exceções como Merryl Streep, Ellen Mirren, Judi   continuam a ter grande visibilidade.

Nem tudo está perdido

Como eu citei no começo do texto, o comportamento do consumidor tem pautado a mudança da comunicação das marcas. Com isso, algumas marcas e meios de comunicação como revistas de moda, blogs e tumblr, começaram a enxergar a beleza dos mais velhos, sem associa-los aos clichês que são comuns.

É o caso por exemplo da revista Vogue Itália que trouxe a atriz Lauren Hutton de 73 anos, como capa, e Jorge Gelati, modelo de 52, que foi destaque no desfile da Ellus. E tantas velhinhas e velhinhos estilosos, conhecidos ou não, como a Iris Apfel, que faz do seu estilo uma marca registrada.

Mas, como a exclusão acontece em todas as idades e tipos físicos, a Maria Guimarães e sua sócia Thais Fabris, criou um banco de imagens de pessoas invisíveis, pessoas que como você, como eu, não se encaixam no padrão europeu, da família de margarina dos antigos comerciais. Ainda bem que a gente não se cala!

 

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Márcia Ceschini

Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Diretora de Social Mídia na Chilli360, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Piracicaba e Bauru, da Trevisan Escola de Negócios, USC – Universidade do Sagrado Coração – Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Rede.

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