A teoria dos seis graus de separação e os amigos dos seus amigos

“6 graus de separação: Facebook me avisando que tenho 6 amigos em comum com o Arnaldo Antunes…”

Exemplo de uma rede social. Note as ligações em destaque: mesmo com uma distância relativamente longa, o caminho tem poucos passos. (via Wikipedia)

Acontece com vocês também? Mal entram nas redes sociais e Orkut/Facebook ficam avisando que Fulano de Tal é amigo de XX amigos seus? Embora estas “dicas” já tenham me permitido encontrar amigos antigos e gente ótima, eu também me canso de dizer não para os mesmos amigos de amigos que são pessoas de quem nunca ouvi falar ou com quem não pretendo começar uma amizade virtual – como o Arnaldo Antunes, cujos amigos em comum até sei quem são, mas com quem não tenho razões afetivas para ser nada além de admiradora do trabalho.


Sabem por que as redes sociais virtuais fazem isso? Elas são baseadas na teoria dos seis graus de separação. A base de funcionamento do Orkut é a própria teoria, pois graças a ela o engenheiro de software responsável pela rede de relacionamentos, Orkut Buyukkokten pôde estabelecer uma relação intermediária entre todos os usuários.

“A teoria dos seis graus de separação originou-se a partir de um estudo científico [MILGRAM, S. The small word problem. Psychology. Today 2, 60-67, 1967], que criou a teoria de que, no mundo, são necessárias no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. No estudo, feito nos Estados Unidos, buscou-se, através do envio de cartas, identificar o números de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo.
A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 (seis) gerou, em 1990, uma peça de nome Six Degrees of Separation, de John Guare.”

Particularmente, embora ache a teoria bem interessante, ando meio cansada de dizer não nas redes sociais – e vocês?


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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