bem estar

“Parece que tudo que não segue o padrão ditado precisa ser disfarçado. Odeio.”
@smiletic que em suas fotos de look sempre debate a ditadura da moda

Do blog Tudo novo de novo! Um desfile de modelos GG fez o maior sucesso durante o Sydney Fashion Festival, na Austrália. As meninas arrasaram mostrando as curvas na passarela do momento dedicado às roupas íntimas, batizado de 'Hot In the City'.

Modelos GG fazem sucesso desfilando de lingerie na Austrália (Do blog Tudo novo de novo!)

Vi uma chamada no MdeMulher outro dia que me chamou atenção: no blog da Milu, a autora (que se assume uma gordinha  feliz) falava sobre Lingerie tamanho GG cheia de charme e sensualidade e trazia dicas de estilo para comprar lingerie. Curiosamente eu tinha aberto este debate no nosso ótimo grupo de discussões e tinha subsídios para a conversa aqui. Sei que vão me falar que eu sou mais para magra e reclamo de barriga cheia (como me fala meu cabeleireiro quando reclamo da falta de volume do cabelo – liso, de japa, que não exige cuidado), mas eu falo porque sou mulher e estou cansada de ver chamadas para a gente disfarçar a barriga.

Sinceramente? Se o seu amante (marido, namorado) não gosta de sua barriga e você tem vergonha dela, exercício ou plástica resolvem. Mas o certo é entender que sua vida sexual não será menos ou mais prazeirosa por conta da calcinha que segura a barriga ou que você precisa usar uma camisola transparente para ele não ver a flacidez. Uma sexualidade plena só é vivida por quem se gosta e convive bem com o próprio corpo. Como mesclar o seu corpo com o do outro se você não gosta do que tem? É como ir a uma festa e dar um presente que você não queria receber, fica um certo constrangimento, uma sensação de saia justa não?

Opiniões que ouvi de amigas:

“Eu quero morrer de raiva quando chega alguém “sem noção” da vida e me diz: – Que rosto lindo você tem, se emagrecesse ficaria perfeita”.

“Se vamos ser julgados por nossa aparência, que ela diga muito sobre quem somos e não nos torne iguais sem identidade.”

“Eu uso tamanho G. O que eu acho feio é usar roupas que a barriga fique de fora com um pneu pendurado, que a calça seja tão justa que faz culotes a mais, vestido justo que mostra várias dobras de pneus. Mas nada que um bom modelador não dê jeito…hehe
Depende da pessoa ter noção. Por exemplo, as que vão no programa Esquadrão da Moda não tem noção do ridículo e nem é aquilo de se sentir bem, é que a proporção é que pesa, né? Proporção de cores, tamanhos, comprimentos, tudo influencia”.

“Eu sou GG. Acho um saco comprar roupa =D As dicas para “gordinhas” são sempre as mesmas e acho sim, que de certa forma são impostas…  Adoro o que Fatshonable, Young Fat and Fabulous e Le blog de Big Beauty mostram, mas o que me incomoda mesmo é esse blablabla de modelos gordinhas, não sei de onde tiraram que tamanho 40 é gordinha!”

E você, o que acha? Gordinha tem que disfarçar a silhueta para parecer mais com as magras ou tem que assumir as curvas e tirar proveito da sua exuberância?

Extras:

No vídeo abaixo conheça Rechonchée, marca de lingerie para mulheres exuberantes que descobri no TV Curioso – com meus parabéns pela edição sensível da reportagem!

E aqui a brasileira Flúvia Lacerda, exemplo da modelo plus size:

P.S. Vale ler: excelente texto da @cler Estrelas plus-size x Ditadura da beleza e da @juvilela no blog da @gemaria_SeR Gordinha? Assuma-se e levante a auto-estima!. No @mdemulher O melhor sexo da sua vida e no @gordinhassumida Gordinhas Assumidas na Cama e Mulheres gordinhas e a sensualidade. E uma opinião masculina no Não2Não1 que fala que a visão é supervalorizada, sendo que é um sentido da distância e afirma que “nos relacionamentos, deveríamos nos basear mais nos sentidos de proximidade, como o tato e o olfato, uma abordagem que favorece os “diferentes”. E o imperdível: Momento Preta Gil:quem gosta de osso é cachorro? via @ladyrasta.

[update] Navegando hoje, 17/07, achei este post Lingeries para gordinhas – coleção outono-inverno (com muitas fotos) no blog Mulherão. 😉 Sempre leio o blog e recomendo o trabalho da Renata Poskus Vaz. [/update]
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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