mãe

Como a Olga Bongiovani, no programa abaixo, eu tenho inveja de quem tem esta rede de apoio diariamente.

Moro longe dos meus pais há 5 anos (e nunca contei com meus sogros para ficar com meus filhos) e sinto muito por não ter uma rede de apoio por perto. Cresci com minhas avós: Vó Gorda (avó materna) me deu os primeiros banhos, é uma presença amorosa ainda viva em minha vida (ela faleceu quando eu tinha 15 anos, mas ainda falo dela diariamente) e por alguns anos minha Batian (avó japonesa, paterna) “morou” com meus pais. O afeto delas sempre foi diferente, especial, incomparável.

Pensei nas duas quando li a conversa aberta por Cybele Meyer no Mãe com filhos com o video acima, que me relembrou situações da minha vida. Na semana da Campus Party pude me dedicar exclusivamente ao trabalho porque minha mãe veio para cá e ficou com meus filhos. Na sexta era primeiro dia de aula e ela fez tudo: comprou tênis novos no dia anterior, arrumou-os, cuidou de tudo. E ainda arrumou tempo para trocar a torneirinha da água mineral (que estava estragada há tempos), comprar uma vassoura nova, fazer janta para me esperar na volta do trabalho. Carinho de mãe, cuidados de avó!

Mas não sei como nos sairímos no dia a dia, numa parceria real na educação das crianças. E acho que aí moram as dificuldades de quem divide com os avós os cuidados cotidianos com as crianças. Sabem por que? A gente pode até achar bom o jeito que os pais da gente educaram a gente, mas quem disse que o cônjuge concorda? E se concorda, quem disse que este jeito é o melhor para a criança?

Não sei como seria, como disse, nunca tive isso, mas eu acredito que meus filhos perdem o que há de melhor na proximidade dos avós: o carinho, aquele amor e mimo que só os avós sabem nos dar (Gui até hoje lembra com uma saudade imensa das noites em que dormia na casa da avó paterna ou das férias na avó materna).

Então, fica meu agradecimento público à generosidade da minha mãe por vir aqui em casa e minha curiosidade por saber como os leitores amigos vivem esta questão em suas famílias.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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