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Uma mudança de paradigma sobre a primeira vez  (Crédito da foto: print de tela do seriado A Vida como Ela é...)(Crédito da foto: print de tela do seriado A Vida como Ela é...)

Quando falamos em mudanças sociais, atualmente pensamos na economia – o crescimento da Classe C, por exemplo. Mas até pouco tempo atrás, até por conta da falta de liberdade política, as mudanças de comportamento começavam na intimidade.

E como tinha confusão: a moral das famílias era um tabu só e não fossem Alfred Kinsey (o que mapeou o comportamento sexual nos EUA, como podemos ver neste filme) e Nelson Rodrigues (com as crônicas cariocas de A Vida como Ela é…) a gente demoraria muito mais para achar coisas normais, normais…

Por muito tempo a solução era evitar sexo e a virgindade vinha como a alternativa ideal.

#sqn (só que não), né, gente?

Finalmente há um avanço positivo também no modo como homens e mulheres encaram sua iniciação sexual, com menos tabus, menos culpa e mais prazer.

A pesquisadora Susan Sprecher, da Universidade do Estado de Illinois, publicou um estudo na revista científica Journal of Sex Research, com resultados de questionários respondidos por 5.796 universitários entre 1990 e 2012. As respostas constituem uma das maiores bases de dados sobre este assunto e mostra que, com o passar dos anos, há uma diferença no jeito como homens e mulheres entendem a primeira relação sexual.

Há várias razões para esta redução da ansiedade.

Homens de hoje são menos estimulados a encarar a primeira transa como um ritual de passagem do que os das décadas de 1980 e 1990. E, como a primeira vez passou a fazer parte de um contexto de relacionamento, há uma progressão na intimidade sexual. 

Isso também explica por que o prazer sentido pelas mulheres aumentou com o tempo e por que a culpa delas diminuiu. Em outras palavras, como agora é mais comum perder a virgindade com a namorada ou o namorado, o homem sente menos pressão, e a mulher, menos culpa e mais prazer.

Sem entrar em detalhes ou criar celeumas sobre o tema (reparem que escrevi “homens e mulheres” e não “meninos e meninas”), eu simplesmente fico contente por saber que homens e mulheres caminham para um ponto no qual podem encarar seus relacionamentos de um modo mais equilibrado e leve.

😉

P.S. O estudo “Was It Good for You, Too?”: Gender Differences in First Sexual Intercourse Experiences pode ser lido (em inglês) aqui.

(Crédito da foto: print de tela do seriado A Vida como Ela é…)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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