A primeira vez em quase seis séculos que um papa renuncia ao cargo

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Não deixa de me surpreender e me assombrar um pouco a notícia da renuncia do Papa Bento 16.
É um fato extraordinário: a primeira vez em quase seis séculos que um papa renuncia ao cargo. O último fazer isso foi Gregório 12, em 1415.

Na “última vez” a Igreja Católica dominava mundo ocidental inclusive nas questões políticas, mas começava a ter sua hegemonia ameaçada (a Reforma Protestante, em 1517, e o surgimento da Igreja Anglicana, 1563, ocorreram na sequência do evento).

Desta vez o mundo ainda tem muito de cristão, mas não necessariamente católico e, mesmo assim, a notícia tem força mundial para abalar muitos e nos fazer pensar sobre o significado desta decisão e sobre a estranheza desta religião ficar semanas sem um líder.

Nasci, cresci, casei e batizei meus filhos no catolicismo, mas não foi nele que me senti confortável, a despeito de esforços pessoais e apesar de tantos amigos bastante fieis e verdadeiramente devotados aos dogmas católicos que tenho. É a eles que hoje presto minha solidariedade, consciente de que devem estar sinceramente tocados pela situação.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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