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Flávia Penido discutiu hoje em seu blog o tema no post Pulseiras do Sexo são a nova Salada Mista? – aonde ela levanta exatamente a questão que me fez pensar muito antes de escrever sobre o assunto aqui.

Hã?! Você nem sabe sobre o que estão falando?  Nem eu tinha me dado conta antes que alguns e-mails começassem a circular falando do tema. Vejamos o que é esta nova moda. Segundo li

São as pulseiras finas, coloridas e de silicone, que começaram a aparecer nos braços de pré-adolescentes e adolescentes de duas semanas para cá. Diferentemente das pulseiras da campanha contra o câncer, promovida pelo ciclista Lance Armstrong e que viraram fenômeno mundial há cinco anos, os novos adereços fazem parte de um jogo de conotação sexual. Cada cor representa um ato afetivo, ou sexual, que vai desde um abraço a relações sexuais completas. Em teoria, a pessoa que teve a pulseira arrebentada precisa cumprir o que comanda a cor. O jogo teve início na Inglaterra, conhecido como Snap e as pulseiras naquele país são chamadas de “shag bands” (“pulseiras do sexo”, em tradução livre).

Aqui em São Paulo ainda não ouvi muito sobre o tema, mas, segundo me contou Simone Zelner, em Curitiba os pais e as escolas estão muito preocupados – com certo exagero, dizem alguns. Com custo baixíssimo (certa de 2 reais), a “pulseira da malhação” (também conhecida como “pulseira do sexo” e “pulseira da amizade”) tem tudo para ser um rastilho de pólvora neste verão entre a meninada. Confesso que quando meu filho pediu eu pensei que o nome tinha referência à novela dirigida para o público adolescente e não à malhação de beijos e abraços. Não proibimos, só achamos “diferente” (o pai não gostou muito de pulseira, mas não fez comentários de cara). E ainda me pergunto se a sociedade não está exagerando um pouco na reação, sabem?

O fato é que, se adolescentes usam as pulseiras de forma consciente num código pré-estabelecido no qual cada cor significa uma prática sexual (do abraço ao sexo oral, “selinho”, “beijo de língua” etc), é uma situação que devemos encarar como “natural” nesta faixa etária – e se você não acha natural, vale ler o post da Flávia Penido, que tem um filho de 13 anos, para reflexionar.

Agora com os nossos pequenos, sejam eles pré-adolescentes ou não (o meu de 9 anos não se interessou pela pulseira, foi o de 7 que quis comprar um lote da sua cor favorita, laranja, que representa “dentatinha de amor” no código das cores), acredito que devemos acompanhar sem alardear. Ao invés de proibir veementemente, é o caso de aproveitar a oportunidade para trazer este assunto à tona, tanto no âmbito de seus relacionamentos interpessoais quanto na prevenção de atitudes equivocadas.

Vi uma entrevista com uma psicóloga, Fernanda Gorosito, que afirmava que “a proibição vai causar maior curiosidade. Para as crianças, não passa de uma brincadeira, elas não entendem a conotação do ato. Os pais precisam conversar para explicar que isso pode ser um ato de desrespeito com o próprio corpo”. Segundo ela, a partir dos 8 anos as crianças começam a diferenciar o masculino do feminino e a mostrar sentimento pelos colegas. Por isso alguns chamam um amigo de namorado, ou namorada, sem sequer trocar um beijo.

E você, leitor, o que acha desta polêmica? E o que contam seus filhos sobre esta moda?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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