A perda de um amigo que nem conhecemos

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Meus filhos viveram isso ontem. Um casal que esteve muito próximo de nós neste último ano vive hoje a triste situação de uma gestação (que ia longe, quase a termo) interrompida. Vivi uma circunstância que foi nova até para mim e absolutamente inédita para os meninos: perder para sempre uma pessoa amiga.

Era um bebê, ainda na barriga da mãe? Sim. Mas também tinha nome, foi motivo de sonhos e planos mirabolantes (tanto quanto os do Cebolinha, mas sempre para o bem da amiga, como faria o Anjinho) e de muita expectativa para os meninos. Torcida para saber o sexo, festinha ao saber o sexo, vontade de falar cada vez mais alto para ser ouvido lá dentro pela amiga. E uma promessa que fica sem cumprir, mas, garante Giorgio, continuará firme e forte para o próximo: ser um menino-babá.

Fico sem saber o que falar para eles, os pequenos e os grandes amigos. Tem alguma palavra que realmente sirva de consolo, que diminua a dor? Não encontrei nenhuma. O que me passa pela cabeça nas últimas 24 horas é que nesta hora devemos ser capazes de amar o próximo, acima de tudo – das diferenças, das desconfianças, das circunstâncias, do que não se resolveu. É na hora da crise que conhecemos as pessoas – e esta amiga em especial eu conheci num momento de crise – e a as situações extraordinárias nos mostram claramente o valor que as pessoas têm em nossas vidas.

Nossas orações e nossa força neste dia.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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