A música segundo Tom Jobim – por causa do amor…

O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Li esta frase ouvindo “Wave”, uma das minhas canções favoritas do maestro da MPB e sorri gostoso sozinha. Realmente não há nada que possamos escrever e que seja melhor (ou que chegue aos pés) que a obra que Tom nos deixou.

Sou fã apaixonadíssima dele desde que nasci – creio que minha mãe já me ninava ao som de suas músicas e foi uma “osmose” que ela também “sofreu”, pois o LP de Tom e Sinatra que era de meu avô é uma herança de família. Mas curiosamente não é Garota de Ipanema a canção de que me lembro em primeiro lugar, para mim Tom tem o som de Águas de Março fechando o verão, da promessa de vida no meu coração, da parceria com Miucha (o disco Tom – Vinicius – Toquinho – Miucha, fruto de um show gravado no Canecão em 1977, é um clássico que todo mundo deveria ter), de cantar com o coração sorrindo quando o avião começa a descer e “vejo o Rio de Janeiro” e o “Cristo Redentor, braços abertos, sobre a Guanabara” e que ensinou a ouvir o mundoPela luz dos olhos teus“.

Ouvir o mundo.

Esta é a ideia que o documentário A música segundo Tom Jobim me passou desde que ouvi falar de sua produção. Com assinatura do diretor Nelson Pereira dos Santos e de Dora Jobim (neta do compositor), o “filme que não tem falas” assume o desafio de desvendar numa edicão primorosa do acervo ligado à obra de Tom o alcance internacional de sua música. Corajosos, “os diretores escolheram o caminho sensorial da imagem e do som para exibir o trabalho do músico considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira. Não há uma palavra sequer no filme”.

Nem precisa, afinal, foram Anos Dourados, que felizmente podemos revisitar sempre que ouvimos suas músicas.

Como Villa-Lobos, Tom Jobim nos ensinou a amar, valorizar e respeitar nossa cultura. E o documentário vem num momento em que merecemos rever este glamour verdadeiro que a boa música nacional teve e contagiou grandes nomes. Ouvi outro dia, numa reportagem de TV, que nem o filho de Tom sabia que tantas estrelas internacionais tinham cantado as músicas do pai. Ele dizia que não sabia da Judy Garland, nem Sammy Davis Jr. ou Ella Fitzgerald.

Nós também, um pouco herdeiros desta obra, queremos saber mais. Ao visitar o acervo de fotos e filmes da família, o diretor, Nelson Pereira dos Santos, percebeu que eram tão ricos que o próprio material podia, por si só, contar a história de Tom. “Vi que em cada imagem havia uma outra história. E mais outra. Era uma história dentro da outra, contando tudo através da música”. Assim, a espinha dorsal do filme foi construída com base na música e nas imagens em movimento e fotográficas. Dessa forma, a atenção se concentra em cada foto, em cada performance original e surpreendente. E o filme permite que o espectador se entregue inteiramente à música.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, alinhava a trajetória musical do “maestro soberano”. Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Tudo conduzido de forma vigorosa e poética, sem necessidade de maiores explicações. Apenas o prazer e a emoção de ouvir Tom Jobim.

Você também é fã ou nem conhecia direito o compositor, mas ficou curioso com a história? Faça como eu, siga as notícias na fanpage do filme (https://www.facebook.com/AMusicaSegundoTomJobim) e aproveite para compartilhar com seus amigos este patrimônio cultural brasileiro.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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