cidadania / educação

A nova classe média na GloboNews - Repórter Cristina Aragão entrevista a cabeleireira Rose, na capital paulista

Eu perdi o primeiro episódio do especial Nova Classe Média, mas quero acompanhar os outros, que vão ao ar nos próximos domingos (dias 12 e 19/09, sempre às 23h) na GNT. Em três episódios, o especial mostra a história de pessoas que conseguiram melhorar de vida por meio de seus trabalhos e, para tanto, os repórteres Cristina Aragão e Sidney Resende viajaram pelo país para conversar com especialistas e conhecer personagens da classe C brasileira, que é formada hoje por mais da metade de toda a população do país, o que corresponde a mais de 90 milhões de brasileiros que têm renda familiar de R$ 1,6 mil a quase R$ 7 mil.

Os perfis que representam estes novos cidadãos são gente que encontramos cotidianamente e não raro chamamos abertamente de vencedores.

Exemplo é Lindalva Nóbrega, de Fortaleza, que há 10 anos, mesmo sem capital, pediu um empréstimo para uma financeira e construiu um colégio na comunidade em que morava e hoje tem centenas de alunos, dos quais cobra R$ 55 por mensalidade – e com o que ganha em seu negócio consegue proporcionar uma vida confortável para a família, vive em uma casa toda reformada e equipada, paga a educação da filha e, a cada dia, investe em melhorias para a sua escola.

A mulher é a nova empreendedora? Creio que sim e o outro perfil da série comprova esta tendência.

Rose Bezerra saiu da Paraíba com a filha pequena em busca de alguma oportunidade em São Paulo, sem recursos financeiros e sem estudo (tinha cursado só até a quarta série do ensino fundamental) e, mesmo sem nunca ter visto sequer um elevador ou um metrô, encarou ambos para voltar a estudar, fazer cursos técnicos para aprender um ofício e começar a carreira na área de estética feminina, trabalhando como manicure, cabeleireira e depiladora. “Com o tempo e muito trabalho, começou a formar uma clientela fixa e assim conseguiu juntar dinheiro para abrir um simples salão de beleza. Hoje, tem um apartamento próprio, já quitado, na capital paulista, e paga, sozinha, até faculdade particular para a filha, que se forma em Direito no final deste ano”, contam os repórteres.

Mas não são só mulheres, claro, que fazem os impressionantes números que comprovam o crescimento desta classe. Mas há um ponto em comum: o estudo! Só entre 2004 e 2007 houve um aumento de 75% no número de pessoas que fizeram cursos profissionalizantes, em seis regiões metropolitanas do Brasil. Os dados nos fazem crer num futuro diferente, não é mesmo?

[update] Me contaram que tem um quiz legal sobre o tema: “Descubra que tipo de consumidor você é!”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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