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Está muito boa a reportagem de Julio Maria no Caderno 2 desse sábado sobre as biografias não autorizadas.

“Seria a vingança das páginas proibidas, a desforra dos autores censurados. As primeiras voariam das gavetas para as prateleiras em dias. Os segundos teriam seus projetos de investigação biográfica publicados sem mais delongas. No dia 10 de junho de 2015, quando a ministra Carmem Lúcia leu seu texto Cala Boca Já Morreu, enterrando no Supremo Tribunal Federal a era das biografias autorizadas, autores, leitores e mercado sacudiram a champanhe. A liberdade de expressão vencia o que passou a ser interpretado como censura prévia em um embate inédito no meio artístico: editoras e escritores derrubavam argumentos de Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e os artistas reunidos à época sob a guarda do movimento Procure Saber.”


Quer entender o imbroglio? Veja o vídeo abaixo:

Um resumo do momento atual:

– um ano depois, as editoras ainda não viram a enxurrada de biografias não-autorizadas e, embora os artistas não possam mais proibir um livro antes de chegar às livrarias, podem fazê-lo depois, alegando injúria, calúnia, difamação.

– escritores afirmam que as editoras estão tão acovardadas quanto antes, agora mais do que o editor, advogados é quem dizem sim ou não a um livro.

– biografias que prometem sair mesmo sob essas circunstâncias desfavoráveis: Caetano Veloso, Roger Abdelmassih, Roberto Jefferson e Geraldo Vandré.


A Associação Procure Saber (APS) surgiu em 2013 como um instrumento organizado para a renovação da indústria musical no Brasil em prol dos Direitos dos Criadores. Criadores são todos os autores, compositores, intérpretes, músicos, cantores e artistas em geral participantes do ambiente da música no Brasil.


No entanto, não foi formalizada, em março de 2014, e seus maiores articuladores e porta-vozes (Caetano Veloso e Paula Lavine) desanimaram da briga das biografias

Mas a APS continua ativa em sua fanpage naxeefesa dos músicos, com um debate recente muito interessante sobre os direitos autorais no YouTube

Fica então a dica dessa ONG que se apresenta como “dedicada a estudar e informar aos interessados e à população e geral sobre as regras, leis e funcionamentos do mercado brasileiro e mundial, bem como a atuar como uma plataforma profissional política e representativa na defesa e implementação dos interesses da classe no Brasil”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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