A Grande Família deixa saudade do bom entretenimento na TV!

Minha série brasileira favorita, que nasceu comigo (em 1973) e ressurgiu quando me tornei mãe (em 2000), chegou ao fim. Terei saudades de A Grande Família. 

A última cena do derradeiro capítulo de “A grande família”, no ar no próximo dia 11/09/2014 mostra a família Silva se reúne em frente à TV para assistir à estreia de… “A grande família”. A metalinguagem foi a forma encontrada pela equipe de se despedir com humor e emoção da série, que chega ao fim depois de 14 anos no ar na Globo.

Na história, a família recebe um telefonema da TV Globo dizendo que eles foram escolhidos para ser o modelo, a inspiração, de um seriado que a emissora está desenvolvendo.

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Segundo li, a família do seriado dentro do seriado terá Gloria Pires (Nenê), Marcelo Adnet (Tuco), Lázaro Ramos (Agostinho), Deborah Secco (Bebel), Alexandre Borges (Paulão), Luana Piovani (Lurdinha) e JP Rufino (Florianinho).

Quer saber o segredo deles?

A experiência de viver o mesmo personagem por uma década e meia, eles destacam como inédita, única e peculiar. Marco Nanini diz que por todos serem experientes no teatro — “onde a função do ator é repetir, repetir, repetir, a mesma cena, inclusive” — o trabalho foi facilitado.

O eterno Lineu também dá outra dica para o afeto e empatia com a série:

“A escolha dos elementos é praticamente na mosca. Todo conflito, toda situação, tudo que acontece na dramaturgia quase sempre tem a ver com a família.”

É um programa que trata de questões do mundo íntimo. Um grande talento da série é ter uma comunicação de massa para problemas que todo mundo vive. Nos filmes, normalmente, a gente vê aquelas questões grandiosas, o grande amor, os desafios enormes. Aqui o tema é a disputa pela sobremesa, quem ronca no quarto, o sogro que envelhece.

De um jeito simpático, com valores tratados com profundidade sob o pretexto da comédia, vemos gente como a gente, vivendo o que nós sentimos, fazendo o que faríamos (ou não?), sendo verdadeiros.

Que venham outras Grandes Famílias para nos lembrar quem somos e do que é feito o bom entretenimento!

Vale ler também: Sete razões por que vamos sentir saudades de “A Grande Família”.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.