A florada das cerejeiras em Curitiba #ferias

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Passamos a primeira manhã das (mini) férias de julho em Curitiba e, no trânsito, notamos que as cerejeiras da cidade já estavam lindas! Sempre vamos vê-las na Praça do Japão e já tivemos sorte por ver uma avenida cheia delas no bairro do Ahú, mas neste ano fomos conferir no Jardim Botânico e não nos arrependemos.

E por que este ritual?

Para nós tudo começou quando moramos no oriente e entendemos o sentido deste momento de apreciar o que a natureza nos oferece, trazendo luz e alegria no final do inverno, época meio depressiva, mas com significado delicado e sensível.

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“As árvores perdem todas as suas folhas e logo vêm as flores (sakura), com tons que variam de branco até o rosado, anunciando o fim do rigoroso inverno japonês. As pessoas então sentam-se em multidões sob as copas floridas das cerejeiras e fazem piquenique, para observar as flores. A prática, denominada hanami, existe há séculos.”

No Japão, a florada das cerejeiras começa no sul e estende-se até o norte do país. As pessoas acompanham pelos meios de comunicação as previsões meteorológicas da sakura senzen – a linha da floração que se espalha pelo Japão. Aqui no Brasil, as regiões com tradição japonesa por conta dos imigrantes, fazem festas semelhantes nos meses de julho e agosto.

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Segundo a lenda japonesa, as flores de cerejeira são o símbolo da deusa Konohana Sakuya Hime (“Princesa da Floração das Árvores”, em japonês). Ela mora no Monte Fuji e os japoneses acreditam que ela protege o local para o vulcão não entre em erupção, além de ser venerada para proteger as colheitas.

Flores de cerejeira são curtidas em sal no Japão e servidas na forma de chá em casamentos, para que os noivos sejam felizes.

Mas não é preciso ritual ou festas especiais para acompanhar, basta ter sensibilidade para se alegrar com a beleza efêmera das flores nas árvores. Em Curitiba, as cerejeiras estão espalhadas por vários bairros da Cidade, nas calçadas, praças e parques e mesmo nos jardins das casas. A floração ocorre no inverno, entre junho e agosto, e as flores duram no máximo dez dias até secarem.

E neste inverno eu finalmente entendi direito as diferenças das cerejeiras brasileiras.

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Esta é a Prunus Campanulata Maxim, tem a cor mais intensa, mas as flores são menores, como se fosse mais concentrada, mais yin. Lembra um pouco a flor de um tipo de ameixa japonesa que também tem uma florada muito festejada no final do inverno, Ume-no-hana.

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A outra cerejeira é da espécie Prunus Serrulata Lindl, a mais comum e frágil, que produz com mais facilidade a “chuva de flores” que encanta tanto os olhos e aquece o coração. Na minha visão esta seria mais yang por ser mais aberta, mais clara e mais volumosa.

E por aí, tem temporadas bonitas assim, com espetáculos da natureza? Compartilhe com a gente!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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