A feira do livro mais popular do Brasil

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Nem vou falar, mas todo mundo já vai saber… queria ir para Porto Alegre neste feriado. O motivo? Está acontecendo até 11 de novembro a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, um dos eventos literários mais populares e democráticos do país. Sempre achei simpático saber que a feira acontece no centro da cidade, da praça da Alfândega até o Cais do Porto, reunindo 165 expositores, sempre com entrada franca. Nada de Anhembi lotado, com estacionamento caríssimo e ingressos idem.

A programação completa pode ser conferida aqui. A área infantil e juvenil funciona das 9h às 21h. A geral e internacional, das 13h às 21h.

Descobri uns detalhes legais da história desta feira no site República do Livro. A primeira edição foi em 1955, por obra do jornalista Say Marques, que se inspirou numa feira que visitara na Cinelândia no Rio de Janeiro e convenceu livreiros e editores da cidade a participarem do evento com o objetivo de popularizar o livro, movimentando o mercado e oferecendo descontos atrativos. Imagino que, pela falta de estudo do brasileiro, na época as livrarias eram elitistas – e o são até hoje, convenhamos.

O lema dos fundadores da primeira Feira do Livro me encanta: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo. A Praça da Alfândega era um local muito movimentado na Porto Alegre dos anos 50 e de 400 mil habitantes. E, no dia 16 de novembro de 1955, era inaugurada a 1ª Feira do Livro, com 14 barracas de madeira instaladas em torno do monumento ao General Osório. Na segunda edição do evento, iniciaram as sessões de autógrafos. Na terceira edição, passaram a ser vendidas coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira assumiu o status de evento popular, com o início da programação cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados. E, na década de 90, a Feira conquistou grandes patrocinadores, estimulados pelas leis nacional e estadual de incentivo à cultura.

Em tempo: dia 29 de outubro foi o Dia Nacional do Livro. Apesar de ensaiar para fazer um post sobre o tema, eu, que tanto falo de literatura, não consegui, deixei passar e estou sentida como quem esquece do dia do aniversário de um amigo querido! 🙁

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.