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Criança e chocolate são duas coisas deliciosamente doces e – vamos confessar – viciantes. Depois que acostumamos com eles, é muito difícil viver sem. Uma coisa que aqui em casa também é um doce vício, é assistir a filmes de DVD. Quer dizer, ainda temos muitos VHS, pois o Enzo chegou a ter sua videoteca antes da “dvdteca” dele e do irmão. E entre eles temos a Fantástica Fábrica de Chocolate, a mirabolante aventura imaginada pelo escritor inglês (mas filho de noruegueses) Roald Dahl e adaptada às telas duas vezes.
A atual versão reuniu outros dois mestres na arte do fantástico, o ator Johnny Deep e o diretor Tim Burton, e conta com efeitos especiais que nos fazem quase “sentir o cheiro” das cachoeiras de chocolote do sr. Willy Wonka. Os meninos adoram o filme do começo ao fim, especialmente quando a amiguinha (que ama chocolate) de 5 anos, faz companhia.

Impressiona notar a atenção que dão ao filme todas as vezes que assistem. Meu filho e a amiga já sabem as falas decor e estão naquela idade em que a criança vai antecipando para o adulto ao seu lado o que virá, o exato momento em que Augustus, o menino gordo, cai no rio de chocolate (parte aliás da qual eu jamais esqueci, lembro da imagem do primeiro filme, de 1971) ou Violet (a menina do chiclete) vira uma “blueberry” (no filme eles chamam de amora).
Mas o que impressionou mesmo os meninos, eu notei nas nossas repetidas “sessões de cinema” (meu filho adora escurecer tudo, para fingir que é cinema), foi a pobreza de Charlie Bucket. Eles sempre falam: “nossa, ele é muito pobre” e ficam tristinhos. Depois passam a torcer pelo Charlie o tempo todo. Impossível não se encantar por ele, pois o ator, Freddie Highmore, que fez o Peter no filme Em Busca da Terra do Nunca (2004), causa grande empatia em todos com seus olhares meigos.

Não sei dizer se o filme seria mais indicado para os pequenos ou pré-adolescentes, que, afinal, estão na faixa etária dos felizes ganhadores dos convites dourados para visitar a fábrica de chocolates: Augustus, Veruka, Violet, Mike Teavee, Charlie. Sei que meu filho de 4 anos, ao me ver agora nomeando imagens do filme, gritou: “é a Fábrica de Chocolates, eu adoro!!! Eu falei para você escrever da fábrica de chocolates, mamãe!”. Precisa dizer mais?

A competição de Violet, a gula de Augustus, a soberba de Mike (que apesar de se chamar TV tem muito dos nossos nerds da internet), a presunção de Veruka e a genrosidade de Charlie tem muito a nos mostrar sobre os pais que somos e os filhos que queremos criar, como conta a Aline, no bem-humorado texto neste link aqui.

Qual é a história do filme: Willy Wonka (Johnny Depp) é o excêntrico dono da maior fábrica de doces do planeta, que decide realizar um concurso mundial para escolher um herdeiro para seu império. Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie Bucket (Freddie Highmore), encontram um convite dourado em barras de chocolate Wonka e com isso ganham uma visita guiada pela lendária fábrica de chocolate, que não era visitada por ninguém há 15 anos. Encantado com as maravilhas da fábrica, Charlie fica cada vez mais fascinado com a visita.

O filme se baseia no livro fantástico de Roald Dahl, lançado em 1964, que inspirou o filme de 1971 também intitulado A Fantástica Fábrica de Chocolate.

Leiam o livro. Nós lemos e a experiência foi fantástica mesmo!


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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