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Nesta sexta-feira, 15/05/2015 faz um ano que as bombas para retirada da primeira reserva técnica foram inauguradas. No dia seguinte, 182,5 bilhões de litros foram disponibilizados para abastecimento da Grande São Paulo.
  

Só agora resolveram relacionar a situação do Cantareira com seu entorno.

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Por que eu me surpreendo?

Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) mostra que a existência de água no Sistema Cantareira depende diretamente da recuperação de áreas de pastagens no local.

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A lógica do autor da pesquisa, Oscar Sarcinelli, é conhecida empiricamente por quem vive no campo e possivelmente seus filhos e netos já sabem explicar porque aprendemos “nas aulas de ciências:

as paisagens cobertas por vegetação têm maior capacidade de proteger o solo contra o impacto da chuva

É tão simples que me pergunto como ninguém tocou neste assunto antes.

🙁
O cientista contou à Agência Brasil que o objetivo da pesquisa foi analisar medidas direcionadas à conservação da água na região do Sistema Cantareira.

“Há várias propostas: recuperar as matas ciliares, construir novos reservatórios, fazer transposição dos reservatórios do rio Paraíba do Sul para o Cantareira”. Todas exigem muito dinheiro e tempo.

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Já os pastos são uma realidade da região e, por isso, sua melhoria foi uma das alternativas estudadas. Os terrenos sem vegetação propiciam erosão e deslizamento de sedimentos. Todos os anos, mais de 260 mil toneladas de sedimentos vão para o fundo dos reservatórios, rios e córregos que formam o Cantareira. A sedimentação implica a piora da qualidade de água, diminuição do tempo de vida útil dos reservatórios e ampliação dos custos de tratamento da água.

Segundo Sarcinelli, caso haja a recuperação de 88 mil hectares de pastos, que ocupam 38% da área total do sistema, a taxa de sedimentação cairia 30%. Se, além da pastagem, as matas ciliares, aquelas localizadas às margens dos rios, também fossem recompostas, a taxa cairia 44%.

Há anos contei aqui que estive no interior de São Paulo a convite do SOS Mata Atlântica e Instituto Coca-Cola para conhecer um projeto que foca na recomposição das matas ciliares. É um trabalho de longo prazo – cerca de 20 anos de parceria e investimento dos criadores e dos proprietários rurais – mas que dá resultados excelentes e perenes. Vi fazendas da época do Brasil Colônia, exploradas inadequadamente à exaustão por culturas como cana de açúcar e café, que tiveram sua mata ciliar lindamente recuperada e veem seus rios renascerem.

 

(Foi essa experiência pouco alardeada é muito eficiente que me conquistou na Coca-Cola e um ano depois me levou ao Viva Positivamente.)

A pesquisa ressalta que a existência de vegetação traz um grande benefício: boa parte da água da chuva se infiltra no solo, o que alimenta os lençóis freáticos. Mais tarde, quando não houver chuva, a água subterrânea continuará fluindo para as represas.

Os pesquisadores concluíram que o simples manejo dos pastos tem papel importante, e de menor custo, para a conservação dos reservatórios do Sistema Cantareira. O emprego de uma pecuária mais intensiva, com menos área para criação do rebanho e pastagens mais densas, não só contribuiria para a sustentabilidade dos reservatórios, como aumentaria a produtividade do setor.

Que tal divulgar esta ideia para ver se vira moda?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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