A estética surrealista


A idéia que perpassa a Estética Surrealista sugere várias reflexões, elocubrações e devaneios, não? Pois um curso na terça e quinta desta semana promete desvendar a “palavra e imagem” surrealistas. Ministrado pelo poeta, crítico literário e tradutor Carlos Felipe Moisés, o encontro de dois dias pretende, a partir da leitura e análise de quadros de René Magritte e de poemas de Murilo Mendes, encarar o automatismo psíquico do surrealismo como forma geradora de sentido. O objetivo é o conhecimento da estética surrealista como refinamento da percepção do real.

Serviço:

  • “A Estética Surrealista: palavra e imagem”, com Carlos Felipe Moisés
  • 27 e 29 de maio (terça e quinta), das 20h às 22h
  • Instituto Cidadania Global – Al. Ministro Rocha Azevedo, 419, Jardins (próximo ao Metrô Trianon-Masp)
  • Quanto: R$ 90,00
  • Vagas: 50 lugares
  • Informações: (11) 3083-0996
  • Inscrições: www.universodoconhecimento.com.br

Carlos Felipe Moisés nasceu em 1942, em São Paulo. Em 1960, publicou seu primeiro livro, A poliflauta, seguido um ano depois pelo poema-plaquete “O signo e a aparição”. Fez parte, nessa altura, de um grupo de jovens escritores, de São Paulo e Santa Catarina, que se fizeram conhecer como “Os Novíssimos”. O grupo se dispersou e Moisés prosseguiu, incorporando a crítica literária à sua vertente poética. Foi professor da USP e da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Publicou Círculo imperfeito (1978), O desconcerto do mundo (ensaios, 2001), Alta traição (poemas traduzidos, 2005), entre outros livros. Recebeu em 1989, já pela segunda vez, o prêmio de poesia da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Membro do corpo docente do Mestrado Interdisciplinar da Universidade São Marcos, desde 2000.

No fim dos anos 60, diz ele, “mergulhei de cabeça na aventura surrealista, a pretexto de uma dissertação de mestrado sobre os surrealistas portugueses, que eu literalmente acabara de descobrir: Pouca gente, em Portugal, e ninguém, aqui ou na Europa, tinha ouvido falar de Mário Cesariny ou Antônio Maria Lisboa. Isso finalmente me alertou para o que julgo ser a idéia-motriz, a intenção fundamental do Surrealismo: a busca da ‘verdadeira vida, sonhada por Rimbaud. O Surrealismo é a mais generosa e radical utopia literária e artística deste século, um projeto em nome do qual vale a pena empenhar uma existência inteira.”

O Universo do Conhecimento, projeto do Instituto Cidadania Global, realiza fóruns Internacionais, encontros e ciclos de curta duração desde 2004. A programação é diversificada, entre os vários campos do saber, oferecida em um espaço que é referência em cultura e conhecimento, agora no bairro dos Jardins.


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.