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Parecem figuras de livros de Sci-Fi no estilo H.G.Wells os aerogeradores que se levantam como gigantes nos Campos Neutrais (outro nome bonito pra filme!), no extremo sul do Brasil.

São três grandes parques: Geribatu, Chuí e Hermenegildo. Em conjunto, o trio soma 583 megawatts (MW) de capacidade instalada, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões habitantes. Segundo o governo federal, toda a energia produzida pelas eólicas do Rio Grande do Sul deve ser conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por uma linha de transmissão de 500 quilômetros de extensão, entre Santa Vitória do Palmar e Nova Santa Rita.
Curiosidade:

O nome do complexo eólico remete ao período da colonização. A área compreendida entre os banhados do Taim e o Arroio do Chuí, onde foram posteriormente instalados os municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, foi palco de várias disputas entre tropas portuguesas e espanholas. Para evitar mais conflitos, com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, a região ficou sendo um território neutro e, portanto, conhecida como Campos Neutrais.

E o impacto ambiental?

Segundo a concessionária, a geração de energia eólica é perfeitamente compatível com o perfil econômico dos municípios, uma vez que não interfere na atividade predominante na região, que é o cultivo agrícola, principalmente, de arroz. Pelo contrário, reforçam a renda dos proprietários das terras onde os aerogeradores são instalados.

E tem potencial turístico, afinal, os aerogeradores, que chegam à altura de um prédio de aproximadamente 25 andares, já têm atraído centenas de visitantes, tanto brasileiros como uruguaios.


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